Então, eu tenho um cão. O que era pra ser uma companhia agradável, melhor amigo do homem, criatura fiel e dócil, está acabando com meus dias de sono. Sim, senhoras e senhores, após 12 anos da maravilhosa experiência da maternidade, virei mãe de uma bebê peluda com 45 dias. Não posso deixar qualquer tipo de calçado no chão e minha área de serviço recebeu um finíssimo revestimento de jornal. Saídas aleatórias são cercadas por preocupações e momentos de descanso intercalados com brincadeiras, com a intenção de cansar a fera, para que ela não acorde durante a noite. Tentativa frustrada, já que ela acorda com a maior disposição para brincar, como se não houvesse amanhã. Latidinhos e chorinhos se confundem com o sono, resultando em cutucões e resmungos dizendo 'vai você porque ontem eu fui' ou então 'vai que a filha é sua'. As manhãs sempre trazem novidades, desde a ira porque a pequena esqueceu o caminho da área de serviço (na verdade, descubro em seguida, não deu tempo), a...
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7 meses em casa. 7 meses longe de casa. Porque minha casa pode ser tanto aqui em casa quanto lá em casa. Ainda não me sinto a vontade de falar 'lá em casa' quando estou na casa da minha mãe, nem de falar 'lá em casa' quando estou aqui na minha casa. Quando estou na minha mãe, entro de uma vez no chuveiro e lavo o cabelo, na certeza que meu secador vai estar na mão, e quando saio me dou conta, putz, tá lá em casa. Quando estou aqui, abro o guarda roupa seca por aquele casaquinho velhinho e gostoso de passar o dia no inverno, e descubro que ele está lá em casa. Saudade de casa. O frio da sala, as portas estreitas dos quartos, a mesa da cozinha, o piso quadriculado, o cheiro de café. O corredor e o quintal, onde aprendi andar de bicicleta, fiz cabaninha com as amigas, escapei da minha mãe e até dei beijo escondido. O quartinho de bagunça do meu avô, onde se encontra de tudo, tendo um bocado de paciência. O banheiro, palco de tantas cantorias e prêmios imaginários. Meu quar...
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Tudo parado. PA-RA-DO Crianças na rua com suas malditas vuvuzelas. Vizinhos metidos a churrasqueiros, com suas potentes caixas de som. Todos se preparando para deixar o expediente algumas horas mais cedo. Ninguém trabalha, ninguém fica doente, ninguém se acidenta, ninguém tira o olho da tv ou o ouvido do rádio, os mais fanáticos. A rua enfeitada de verde-amarelo e a multidão em polvo-rosa. Sim! polvo-rosa, porque mataram aula aquele dia, em que ficaram pintando a rua pra copa. Gosto de jogo, não entendo nada de bola, mas grito quando fazem gol. Queria gritar mais vezes, por motivos bacanas. Vibrar, pular, morrer de orgulho do país fora de copa do mundo. Torço pro Brasil. De verdade. Quero um país decente pra criar meus filhos e faço minha parte. Eu vou mas eu volto
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Quando a grama do vizinho é mais verde. Quando a piada do amigo é mais engraçada. Quando a mulher do colega de trabalho é mais gostosa. Quando o carro de fulano é mais confortável. Quando o problema de um parente é mais complexo. Quando a dor de um familiar dói mais... Também somos vizinhos, amigos, culhégas de trabalho, somos até o fulano, olha que coisa! Temos parentes, família... Temos telhados e janelas, quase sempre de vidro!! Ah, a famosa forma de olhar! Tanta gente legalzona por aí, e tanta gente em casa, querendo se sentir legal também. Alô você, que se sente o último bombom de marca barata no fundo da caixa, aquele que ninguém quer comer... Sempre existe um chocólatra pra um bombonzinho rejeitado. Sempre um vizinho de olho na sua grama... Pra meio entendedor ;) Cuidemos do que é nosso! Eu vou mas eu volto.
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Sempre tive as pernas grossas. Corpo proporcional, nada gostosona ou mulherão, mesmo porque, meus 1.66cm não comportam nenhuma femme fatale. A cintura já foi mais fina, a barriga mais ajeitada, uma das poucas coisas que me incomodam são os braços de 'tia que mexe doce no tacho' Já me senti gorda, até chorei em provador de loja não acredito que to escrevendo isso , enfim passei por alguns dramas femininos que tanto ouvi falar e tanto afirmei que comigo não, violão! Ontem, nas andanças por aí, achei um site/blog bem bacana, sobre mulheres reais e gostosas que, dizem por aí, são gordinhas. Quem diz? Eu não, talvez, os mesmos entendidos de moda que ditam qual vai ser a cor do verão. fuck yeah gostosa que se acha gorda (+18) Ah, massagem pro ego!! Já me importei bem mais por ser um pouco diferente, por não gostar do que todo mundo gosta. Por ter o corpo assim ou assado, mas, felizmente, o tempo passa, os valores mudam e os olhares idem. E assim eu sigo, gorda gostosa e feliz. Eu v...
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Segunda-feira... Não saí pra trabalhar, não arrumei a casa, não recolhi o lixo. Não liguei o computador nem a televisão, e quase não liguei o chuveiro no final da noite. Não abri a janela, a geladeira e muito menos a revista de domingo. Não atendi o telefone, não li a mensagem, fingi que não ouvi a campainha tocar. Não tirei o pijama, as cobertas, não desfiz a trança do cabelo. Abri os olhos pra fechar pouco depois. Pensei na vida, no sol lá fora, no escuro aqui dentro. Acordei e dormi sem pressa e sem compromisso. As costas rangeram, as pernas pediram socorro e a bexiga, coitada, esperou minha preguiça passar. Uns sequilhos no meio da tarde, pois não queria mastigar. Vi o dia anoitecer pela fresta da veneziana. Um pão francês com queijo de casquinha depois que ele chegou do trabalho. Boa conversa, um banho quente, cama desarrumada e dexter no dvd. Pijama, meias, cobertas, pernas entrelaçadas e sensação de dia terminado. O dia que não passou. Pra muitos, liberdade é correr na praia, g...
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Então, é dia do abraço. Abraço apertado, abraço quentinho, demorado ou mesmo aquele assim, rapidinho. Abraço de despedida, de reencontro, de saudade. Abraço de reconciliação. Abraço tímido, onde as mãos quase não tocam as costas ou aqueles de corpo inteiro, que a gente quase sente a alma. Abraço de mãe, de vó, de filho. Abraço de amigo de longa data e do novo amigo de infância, de irmão. Abraço de amor... do amor da vida da gente. Abraço acompanhado de sorrisos, palavras ou simplesmente suspiros... É tanta gente, tanto braço e tanto abraço que me perco sorrindo, falando e suspirando. Grande abraço!! Eu vou mas eu volto.
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Quando nada acontece, nada melhor poderia ter acontecido... Eu devia mandar tatuar essa frase em negrito, fonte arial black e caps lock, bem na minha coxa, na vertical, pra toda vez que olhasse no espelho, pensasse 3 vezes antes de pedir que a vida mudasse. Não, não mudou, mas às vezes é necessário passar a limpo, através de palavras, os pensamentos. Gosto demais do que faço, mas às vezes me pego pensando (o que mais fazer, num trabalho onde sou eu, eu mesma e a parede?) como seria divertido se eu fizesse um curso pra DJ. Ou se fosse psicóloga da minha família. Por música pra galere dançar ou resolver os problemas alheios com a maior facilidade, e sem ninguém me olhar com caradecu. Profissãozona, hein? Mas fico aqui, cutucando buraco resgatando o passado e pensando na vida. Apesar dos fones no ouvido, tenho todo silêncio do mundo pra pensar nos meus barulhos. Alguns bons pensamentos, outros, nem tanto. Lembrando sempre que, se nada acontece... é isso! Eu vou mas eu volto.
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Meu coração se aperta a cada discussão com a melhor amiga, mesmo sabendo que depois de amanhã tudo vai voltar ao normal. Foda imaginar que algum menino possa se desfazer da sua paixonite, ou que alguém possa tentar passá-la pra trás. Com quem ela vai andar? O que vai fazer durante aquela mentira que eu já tenho certeza que vai contar e eu vou acreditar? E se ela não souber se virar ou não souber dizer não? E quantos 'nãos' ela vai ouvir e quantas dores vai sentir. Mesmo sendo acostumada com os 'nãos' de casa, os nãos da vida são bem piores... Descobertas dão trabalho pra ambas partes. A parte de cá, hoje, sente mais, pois já sabe o quanto a parte de lá vai sofrer. Sofrimento que ninguém leva a sério, coisa boba, passageira, tanto problema de verdade pra viver. Parece que ninguém passou pela adolescência, e se passou, esqueceu! Ah, quando as preocupações eram o banho e a comidinha na hora certa, os brinquedos espalhados pelo chão e a briga pra dormir! Saudosismo não cabe...
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Andando na rua e rindo* da vida... Tanta correria, que os pensamentos foram longe demais em busca de idéias e me deixaram sem escrever. Estou estranhando as palavras. Confesso que não sei se é a Sônia Abrão que está me emburrecendo ou se é alguma parte do cérebro, que devia merecidamente se mandada pra estudo após minha partida, que está em stand by esperando dias melhores... Dias melhores não, tempos melhores. Essa última semana me trouxe lições, não gosto (muito) de listar, mas dessa vez, vale a pena destacar ;) Você só conhece realmente alguém quando dá poder a essa pessoa. O que os olhos não vêem, não acreditam. Risinhos falsos são todos iguais. Quem pensa que é grande coisa, sempre encontra alguém maior. Um dia a gete se dá conta do que perdeu. Um dia a gente se dá conta do que ganhou. Um dia a gente se dá conta do que se livrou. Depois da maior merda que aconteceu no seu dia, rir faz bem* E que tudo e mais um pouco, sirva como lição. Eu vou mas eu volto.