27 de dezembro de 2016

Então estou aqui.
Bato os sapatos pra não trazer a poeira dos últimos acontecimentos e pra tentar resgatar alguma coisa,  sem saber exatamente o que de alguns anos atrás.

A Fabiana de 2016,  quase 17,  volta pra dizer que a blogosfera não é mais a mesma.
E também pra dizer que a palavra blogosfera caiu em desuso.
Ela vem,  como alguém que vem do futuro, dar notícias do passado.
Deu tudo certo.
Do jeito errado. 
Mas certo.

Ela ainda sabe escrever em terceira pessoa e continua não se importando se alguém vai ler.
Ela sempre associou imagens às palavras.
Mas as palavras,  são presentes pro futuro,  e as imagens,  somente um agrado pros olhos
Presente pro o futuro...
Irônico, não?
Não.

Esse post não tem imagem, os olhos estão fechados.
Então segue o baile, em braile
Como a Valsa,  de Casimiro de Abreu.

Não negues
Não mintas
Eu vi

Hoje, o dia não terminou como o planejado.
São mais de 3 da manhã,  queria eu não dormir pra que ele terminasse só amanhã.
Mas o tempo, depois de um tempo,  não perdoa.

Será que amanhã eu volto?
Acho que não.
Ando ocupada demais, me acostumando com o futuro.
Talvez seja esse o erro.
Talvez tenha dado tudo errado.
Do jeito certo.
Talvez.

E assim vou seguindo,  indo,  voltando e valseando

Na valsa

Tão falsa,

Corrias,

Fugias,

Ardente,

Contente,

Tranqüila,

Serena,

Sem pena

De mim!

Quem dera

Que sintas

As dores

De amores

Que louco

Senti!

Quem dera

Que sintas

Não negues,

Não mintas

Eu vi