27 de fevereiro de 2012



E então, o que eu mais temia aconteceu.
Não foi o primeiro tombo de bicicleta ou a primeira briga com a melhor amiga.
Não foi a pior nota na escola ou a primeira mentira deslavada.
Também não foi o primeiro amor não correspondido, foi o contrário disso...
O amor que virou desamor, em tão pouco tempo, em tão longo tempo, nas horas incontáveis de sua adolescência.
A dor de um dia que parece não passar, o frio na barriga, suor na mão, disparo no coração.
As borboletas deixam a harmonia de lado e passam a bater suas asas descompassadamento no estômago.
As lágrimas teimosas, a cada música romântica tocada no rádio, a cada cena na televisão, ou até mesmo no livro da prova de português, consegue ser romântico a ponto de ser detestável.
Maldito telefone que toca.
Maldito telefone que não toca.
Malditas benditas pessoas que amam e querem confortar o que não tem conforto.

Acaba o chão, acaba a reação, acaba com o coração.

E o que eu mais temia, agora me consome como há anos atrás, mas só que, com mais intensidade, pois não é só o meu coração que tá doendo.
É o coração que bate fora de mim.

 Por favor, tempo, passa depressa, vai...
Não quero perceber tão devagar assim que meu filhote cresceu.

 Eu vou, mas eu volto.