28 de junho de 2009


Tão clichê falar de amor próprio, tão comum, todo mundo sabe o que é e tem um discurso bem bonito na ponta da língua.
Todo mundo tem seu dia de baixa estima, mas ser assim o tempo todo cansa.

Teoricamente, é pra cansar quem vive nessa situação, mas cansa mesmo quem está por perto.
Como é chato ouvir chororô de quem se acha o coitadinho da história.

Existe uma diferença entre estar num mal momento e fazer da vida um mal momento.
Ai, como eu sofro...

De certa forma, é o caminho mais fácil, mais rápido e menos doloroso - exceto quando se põe a cabecita no travesseiro a noite (isso, praqueles que têm consciência) e/ou praqueles que se sentem confortáveis com a situação e não se dão conta de como o mundo lá fora é grande.

Sei que é feio julgar, também erro, e muito, e cuido do que é meu, começando pelo meu rabo.
Sento nele e fico observando....


Eu vou mas eu volto.

17 de junho de 2009




Então, o primeiro dia dos namorados juntos, depois de 4 anos deixando o dia dos namorados pro próximo fim de semana.
Dia com cheiro diferente, que ainda não me acostumei mas foi um dos melhores que já senti.
Cheiro de casa nova, que eu ainda não consigo falar nossa, depois de tantos anos indo pra casa dele.
Agora a casa é nossa!
Nosso banheiro, nossa cozinha, nosso quarto, nosso corredorzinho com peixes na parede, nossa varanda, nossa área de serviço e acabou, rs.
Que acabou que nada, começou!

Um passo nem tão difícil depois de tantos tão bem pensados e planejados, largados, voltados, chorados, conversados, ados, ados e ados...

Hoje, no trabalho, recebi uma mensagem dele, perguntando se já parei pra pensar em quanta coisa que sonhamos e hoje estamos vivendo.
Parei pra pensar.

Nunca tive sonhos concretos, de casa, cama, fogão, geladeira, etc... sempre fui casa et telefone quis ser feliz e tranquila.
Tanta coisa que nos mostrou que o sentimento era maior, e não foi só o amor (não acredito que o só o amor constrói).
Amizade, paciência (muita, diga-se de passagem), cumplicidade, cuidado, comprensão, positivismo (dele, é claro), vontade e bom humor (meu também, eu juro).
Estar com alguém que se admira e que não vê a hora passar durante a conversa, coisas da tal felicidade que eu procurava.

Dessa vez ainda voltei pra casa (minha casa), e pra casa (nossa casa) vou continuar nos finais de semana até tudo se acertar por aqui.
Falta pouco, falta muito e já tenho quase tudo.
Nem tudo que preciso, mas quase tudo que quero além de casa, cama, fogão, geladeira...

Eu vou mas eu volto (em breve, do computador lá de casa)

1 de junho de 2009



Esse é um post quase mediúnico, daqueles que se abaixa a cabeça, afunda os dedos no teclado e digita sem parar e sem olhar pro monitor, num momento de raiva que só depois de alguns minutos escrevendo começa passar...

Todo mundo muda, quando a situação pede, quando o calo aperta, quando o buraco é mais embaixo e na hora do dá ou desce, não tem jeito.
A desculpa que fulano é assim, nasceu assim e vai morrer assim de cu é rola.
Não muda quem não precisa ou não é conveniente mudar.
Não muda porque sempre tem alguém pra passar a mão na cabeça e assinar embaixo dos erros.

Agora, se aproveitar de desculpinha do 'sou assim' pra descontar o mau humor em quem não tem nada a ver com isso é coisa de gente mal comida.
E gente mal comida deixou de ser apenas quem não tem o que precisa, gente mal comida é praticamente um estado de espírito.

Quem não muda não cresce e acaba sozinho.
Aliás, cresce... pros lados e enche uma sala inteira com sua chatisse e mau humor.
Cada um tem o que merece e ninguém casa errado.
A gente escolhe, escolhe, escolhe e no final das contas encontra aquilo que merecia.
O respectivo acaba sendo um reflexo nosso, se somos bacanas, se plantamos coisas boas, se tivemos, no mínimo, boa vontade de mudar... tudo muda.
Agora, fica parado pra ver...

Que borboleta no jardim que nada, tem gente que cultiva erva daninha.

E o pior, gosta.

E acha que tá AR RA SAN DO!
Vai nessa, beesha.

Eu vou mas eu volto.

Ah! e quem ganha o leite não quer comprar a vaca.
Grrrr....