23 de outubro de 2007

Das séries: atraio loucos e tenho medo de andar de ônibus

Hoje, pela manhã, um sujeito digamos... diferente, se aproximou enquanto eu esperava tranquilamente meu ônibus.
Como todos os dias, eu, com meu livro na mão, na tentativa de mais um capítulo, enquanto espero.

-Oi.
-Oi (olhando por cima dos óculos)
-Olha meu exame! (apresentando um papel)
Olhei pro papel e disse, educada e intrigada:
-.
-Sofri um acidente de trabalho.
-Poxa, sinto muito.
-Você acha que vão me demitir?
-Acredito que não possam fazer isso, já que foi um acidente, você tem seus direitos.
-É que falam no meu trabalho, que sou muito sistemático.

Silêncio...
Uma olhada rápida no livro, antes que ele recomece

-Meus vizinhos dizem que eu não saio do fliperama, mas é tudo mentira.
-Ah, é?
-Meus pais perguntam porque eu não arrumo uma namorada.
-Hm
-Eu acho que sou novo (criatura barbada, quase um quarentão)
-Tudo tem sua hora, né?
-É.

Silêncio.
Outra olhada no livro.

-Poxa, você é tão legal... quer ser minha amiga?
-Olha, o ônibus tá vindo!
(UFA!)

Subi no ônibus pedindo com todas as forças que meu dia proseguisse normal, hahaha
Até que deu certo.

Eu vou mas eu volto.

20 de outubro de 2007

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Um belo dia percebemos que aprendemos cultivar nosso jardim!
Luminosidade, terra fofinha, uma conversinha aqui e outra ali com as plantas.
Regamos, cuidamos, colocamos musiquinha (porque lemos na revista que isso faz bem pra elas)
Nos preocupamos com o excesso de sol, com a falta de chuva, com o calor, com o frio e todas as épocas
do ano estamos alí, esperando pelo momento mágico.
Quando menos esperamos, olhamos pra fora e somos surpreendidos por aquilo que já sabíamos que ia acontecer:
E as borboletas vieram!!!

Lindas, leves, coloridas...
Enchem os olhos, o coração e deixam a alma tranquila.
São como aquele suspiro em que fechamos os olhos e nem nos damos conta do barulhinho que fizemos com o ar
saindo dos pulmões.

E quando lá estamos, entretidos com nossas borboletas, algumas formigas começam invadir nosso jardim.
Querem ser alimentadas. E são.
Imperceptíveis, ficam ali, entram pro ecossistema e aprendemos conviver com elas.
Logo, aparecem as ervas daninhas.
Silenciosas, não picam ou espetam nossos pés, mas vão nos corropendo devagar.

Cortamos as pontinhas, já que está tudo tão bonito e não queremos revirar a terra fofinha.
Elas surgem denovo, dessa vez, em número maior.
Nos intretemos com as borboletas.
Elas avançam.

Botamos a culpa nas formigas, já não nos preocupamos muito com o sol ou a chuva e a musiquinha já nem se ouve mais.
E as borboletas dançam, revolteiam ao redor das flores...

E as ervas daninhas vão, sorrateiramente, invadindo nosso jardim.
Deixamos com que cresçam, pois correr o risco de perder um jardim é algo muito grave!
Melhor uma erva daninha podada à um jardim desfeito.

Mas as ervas daninhas são pragas, e acabamos esquecendo disso.
Elas tiram nossa paciência, invadem nosso jardim, sobem pelos caules das plantas, aumentam o número de formigas...

Até que uma hora, perdemos a razão, pegamos o SBP e acabamos com tudo.

Moral da história:
As borboletas se fuderam.

Eu vou mas eu volto.

16 de outubro de 2007

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Eu errei.
Quem não erra, não é mesmo?
Sempre errei, mas agora errei de verdade, errei bonito!

Porra, eu sou gente, de carne, osso e cutículas.
Acordo descabelada, preciso depilar a perna, fico com bafo as vezes... porque preciso ser certa o tempo todo?

Porque as pessoas certas são as mais bacanas, aquelas que nos orgulham, aquelas que merecem estrelinha?
As mais fodonas, que a gente faz questão de apresentar pros amigos e levar pra almoçar domingo em casa.


Quando a pessoa certa erra, ela passa a ser a pessoa errada e decepciona.
E olha, que decepção não se mede.
Não importa se vc causou uma grande decepção, ou uma decepçãozinha, você sempre vai ser a filhadaputa por alguns instantes, quiçá, pro resto da vida.
Porque sua atitude aquela noite, ou aquela tarde, ou naquela conversa no msn, ou aqueles meses todos foram péssimas.
E aquele dia que você acertou em cheio... ah... aquele dia foi coisa boba, coisa que você sempre fez!

Agora, vou pagar pelo meu erro.
O preço? Ainda não sei... não achei na tabela.
Mas vai ficar alto, imagina... logo EU errar! rs

Eu trabalho, cuido da minha vida, pago impostos, atravesso na faixa de pedestre, cumpro com minhas obrigações, nunca anulei meu voto, sou bacana quando acho que devo ser e erro.
(acho que esse é o meu maior erro)

Ah! eu também vou mas sempre volto.

7 de outubro de 2007

Minha insônia...

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Ela vem, assim como um parente distante, quando sente minha falta, ou quando tem algum interesse, sei lá...
Já não me incomoda como há tempos trás, apenas não durmo, e tenho convivido com isso bem.
Aliás, conviver com tudo bem é uma qualidade que eu não imaginava que um dia fosse ter.
Sou um ser extremamente adaptável, hehe.

Se não tá tudo bem, espero que vai ficar, se tá tudo ótimo, aproveito que talvez uma hora acabe.

Minha visão da felicidade mudou tanto...
Continuo não sendo feliz só porque tenho bracinhos e perninhas e uma família unida...
Primeiro que não sou hipócrita a esse ponto, preciso de bem mais pra me animar e segundo que família unida é uma realidade muito distante da minha.

Felicidade pra mim vai tão além de tudo isso que todo mundo fala, que as vezes me confundo ou me perco na idéia dos outros.
Todo mundo se julga tão descomplicado e eu sou a difícil...
Vasefudê!!!
Minha praticidade não tem preço, é minha, é única e cabe no meu espaço.

Demorei mas um dia aprendi... hahaha

E não vou fazer questão de dividir com ninguém também.
Meu egoísmo não vai deixar.
Também estou egoísta agora, contei não??

Talvez tudo passe, talvez algum acontecimento mude mais uma vez minha forma de ver o mundo.
Enquanto isso, vou eu aqui, ali, ora me divertindo com quem me entende, ora me divertindo sozinha, mas sempre vendo a vida do meu jeito, com as minhas cores, minhas músicas e minhas tempestades.

Eu vou mas eu volto.