15 de janeiro de 2011



Eu tenho um trato com Deus.
Eu acredito Nele, e ele acredita em mim.
Simples, fácil, sem meias palavras, sem meias verdades.
O que eu mostro ele entende, o que ele me mostra, nem sempre entendo na hora, mas penso sobre o caso, não deixo de quebrar o trato, logo, acredito, e tá tudo beleza.
Tem dias em que rezo bonitinho, do jeito que manda a tradição, já outros, falo o que penso, e dessa vez, quem não quebra o trato é Ele.
Não gosto de discutir religião, respeito todas as que fazem bem.

Há algumas semanas, meus vizinhos evangélicos me observam.
Eu, idem.
Aliás, não só observo como ouço (em volume máximo, diga-se de passagem) suas músicas e pregações.

-morar em apartamento é um problema, ainda mais quando se tem vizinhos não muito discretos-

Nada contra, já fizemos alguns contatos
Já recebi algumas indiretas, como convite para o culto e até uma bíblia (diretíssima essa!).
Agradeci, e não descartei a possibilidade.
Não que eu vá frequentar ou me converter, mas não me custa agradar quem me faz um convite.
Mas hoje, o caminho mudou o curso.
Passaram a manhã ouvindo uma sessão de exorcismo.
Não sei se é esse o nome.
Gritaria, choro, pastor berrando, enfim, um festival de horror.

Longe de ser santa, já vi bastante coisa nessa vida, mas confesso que nem cheguei perto da área de serviço. (que dá de fundos pra área de serviço deles)

Quando terminou, e botei minha cara por lá, já que precisava de uma vassoura pra dar um trato na casa, eis que recebo novamente um convite!

Fui educada, disse, dessa vez, que não, obrigada.

Minha religião pode ter todos os defeitos, meu relacionamento com Deus, pode não ser dos melhores, mas trago pra dentro de casa só coisa bacana.
Energia positiva, pensamentos positivos e nunca o que eles tanto falavam na tal sessão.

Me expliquei, eles disseram que tudo bem, mas não devem ter gostado muito não.
Já não me preocupo mais se gostam ou desgostam, fiz minha parte até onde pude.

Vou continuar sendo simpática.
Vou continuar ouvindo suas músicas e pregações.
Vou continuar trazendo só boas energias pra minha casa.
E vou continuar com a fama de macumbeira porque acendo insenso tenho uma estatueta de Iemanjá atrás da porta.
Ah, vida essa!!

Deus, obrigada por me entender.

Eu vou, mas eu volto

11 de janeiro de 2011




Começou mais um BBB.
Assisto.
Gosto.

Não faço disso o principal assunto dos meus dias, não deixo de comer ou trabalhar e me divirto com os anti-bbb atacando nessa época do ano.

Aliás, pseudo intelectuais e revolucionários de sofá, são seres que atacam o ano inteiro, mas em época de BBB, sirenes e giroflex ficam ligados 24 horas.

Entra aqui também, a famosa patrulha do politicamente correto... proíbe de fazer piada de negro, mas se diverte com as de judeu ou português.

Odeia com todas as forças o 'baba baby' da enjoadinha Kelly Key, que virou totalmente cult na voz da Maria Gadú.
Ah, os donos da razão e seus dedos indicadores...

Eu não critico quem assiste o canal do boi, a tv senado nem café filosófico.
Não sou amante de Chico, mas não o descarto da trilha sonora
Não participo de reuniões do partido, mas estou presente e consciente na hora do voto.

Não sou menos inteligente, menos culta, fútil ou menos digna de seja lá o que for porque acompanho big brother.
Não peço a ninguém que assista, não faço comentários com quem sei que não gosta.
Não quero que goste, mas... né?
Respeito, minha gente!

Também não defendo, vejo apenas como entretenimento.
Não aconselho aos pudorados e menores despreparados.
E acho o maior barato, nego que ODEIA mas sabe o nome de todos os participantes, de cor e salteado. Ha.

Eu vou mas eu volto.

3 de janeiro de 2011



365 dias, 365 fotos.
Conheci o projeto ano passado, no flickr, logo nos primeiros meses, e me apaixonei.
Acompanhei, planejei, esperei, até que chegou a vez.
Ano novo, novos projetos, cabeça pra funcionar!
Uma foto, uma idéia, um sonho, um pensamento por dia.
Uma forma de olhar pra trás e ver registros diários estampados...
Estou empolgada.
Quem quiser acompanhar, me encontra em 365 days

Eu vou, mas eu volto.