27 de maio de 2010



Sempre tive as pernas grossas.
Corpo proporcional, nada gostosona ou mulherão, mesmo porque, meus 1.66cm não comportam nenhuma femme fatale.
A cintura já foi mais fina, a barriga mais ajeitada, uma das poucas coisas que me incomodam são os braços de 'tia que mexe doce no tacho'

Já me senti gorda, até chorei em provador de loja não acredito que to escrevendo isso, enfim passei por alguns dramas femininos que tanto ouvi falar e tanto afirmei que comigo não, violão!

Ontem, nas andanças por aí, achei um site/blog bem bacana, sobre mulheres reais e gostosas que, dizem por aí, são gordinhas.
Quem diz?
Eu não, talvez, os mesmos entendidos de moda que ditam qual vai ser a cor do verão.

fuck yeah gostosa que se acha gorda (+18)

Ah, massagem pro ego!!
Já me importei bem mais por ser um pouco diferente, por não gostar do que todo mundo gosta.
Por ter o corpo assim ou assado, mas, felizmente, o tempo passa, os valores mudam e os olhares idem.
E assim eu sigo, gorda gostosa e feliz.

Eu vou mas eu volto

25 de maio de 2010




Segunda-feira...

Não saí pra trabalhar, não arrumei a casa, não recolhi o lixo.
Não liguei o computador nem a televisão, e quase não liguei o chuveiro no final da noite.
Não abri a janela, a geladeira e muito menos a revista de domingo.

Não atendi o telefone, não li a mensagem, fingi que não ouvi a campainha tocar.
Não tirei o pijama, as cobertas, não desfiz a trança do cabelo.
Abri os olhos pra fechar pouco depois.

Pensei na vida, no sol lá fora, no escuro aqui dentro.
Acordei e dormi sem pressa e sem compromisso.
As costas rangeram, as pernas pediram socorro e a bexiga, coitada, esperou minha preguiça passar.

Uns sequilhos no meio da tarde, pois não queria mastigar.
Vi o dia anoitecer pela fresta da veneziana.
Um pão francês com queijo de casquinha depois que ele chegou do trabalho.
Boa conversa, um banho quente, cama desarrumada e dexter no dvd.
Pijama, meias, cobertas, pernas entrelaçadas e sensação de dia terminado.

O dia que não passou.

Pra muitos, liberdade é correr na praia, gritar pro mundo ouvir
Pra mim, liberdade é conviver com meus conflitos e entender meu próprio silêncio.
A semana começou na terça.

Eu vou mas eu volto.

19 de maio de 2010



Então, é dia do abraço.
Abraço apertado, abraço quentinho, demorado ou mesmo aquele assim, rapidinho.
Abraço de despedida, de reencontro, de saudade.
Abraço de reconciliação.
Abraço tímido, onde as mãos quase não tocam as costas ou aqueles de corpo inteiro, que a gente quase sente a alma.
Abraço de mãe, de vó, de filho.
Abraço de amigo de longa data e do novo amigo de infância, de irmão.
Abraço de amor... do amor da vida da gente.
Abraço acompanhado de sorrisos, palavras ou simplesmente suspiros...

É tanta gente, tanto braço e tanto abraço que me perco sorrindo, falando e suspirando.

Grande abraço!!

Eu vou mas eu volto.

17 de maio de 2010



Quando nada acontece, nada melhor poderia ter acontecido...
Eu devia mandar tatuar essa frase em negrito, fonte arial black e caps lock, bem na minha coxa, na vertical, pra toda vez que olhasse no espelho, pensasse 3 vezes antes de pedir que a vida mudasse.
Não, não mudou, mas às vezes é necessário passar a limpo, através de palavras, os pensamentos.

Gosto demais do que faço, mas às vezes me pego pensando (o que mais fazer, num trabalho onde sou eu, eu mesma e a parede?) como seria divertido se eu fizesse um curso pra DJ.
Ou se fosse psicóloga da minha família.
Por música pra galere dançar ou resolver os problemas alheios com a maior facilidade, e sem ninguém me olhar com caradecu. Profissãozona, hein?

Mas fico aqui, cutucando buraco resgatando o passado e pensando na vida.
Apesar dos fones no ouvido, tenho todo silêncio do mundo pra pensar nos meus barulhos.
Alguns bons pensamentos, outros, nem tanto. Lembrando sempre que, se nada acontece... é isso!

Eu vou mas eu volto.