20 de outubro de 2012


A ingenuidade tem um preço alto.
Já me ferrei muito por ser ingênua.

Uma palavra que não gosto, prefiro tonta.

Associo ingênua a menina branquela, magrela e bv.
Não que magrelas e branquelas não sejam lindas, são - quem dera eu ser magrela e branquela.
Mas as magrelas e branquelas nesse caso, são aquelas que continuam bv por falta de opção, em primeiro lugar e covardia, logo em seguida.
Voltando a ingenuidade tontice...
Uma pessoa tonta não percebe aquela coisa óbvia que, quando percebe, não acredita que não percebeu.
Aaaaargh! ódio infinito de si.
Uma pessoa tonta não vê maldade nos comentários e não entende farpas, até que se encontra no meio delas, geralmente jogada pela malícia.
Ao contrário da magrela e branquela, a malícia é a menina corada e gostosona.
Entende todas as sacadas, cantadas, jogadas e rodadas.
Está sempre bonita na foto, nunca aparece descabelada, não dá gafe, não tem bafo, não ri fora da piada, não chora de soluçar, acorda linda, nunca tropeça e não bate na quina com o dedinho do pé.

Geralmente a corada gostosona tem por hábito se desfazer da magrela branquela.
Seja por motivo considerável ou torpe.
Ela manipula, articula, sai pela tangente e acredita que se deu bem no final.

Ela acha que sabe da vida não somente por viver.
Ela sabe, porque é corada e gostosona, mesmo sem de nada saber.

Aí eu fico pensando... vale a pena passar os dias a pensar que passou?
Vale a pena sair bonita na foto mas não chorar quando se tem vontade?
Vale a pena passar pela vida sem saber a dor que é arrebentar na quina o dedinho do pé, e depois ter um ataque de riso por isso?

Até que não é tão ruim ser tonta.
Já senti ódio infinito de mim, mas não me desfiz de ninguém, acordei descabelada e ranhenta de tanto chorar  e a vida continuou  bem assim.

A tontice tem um preço alto, mas quando a gente se dispõe a pagar e escolhe ser feliz... não há dinheiro que a compre.

Eu vou mas eu volto.

12 de outubro de 2012



Então, eu relembro que eu sou muito mais querida que me sinto.
Eu tenho amigos bacanas, que também falam bacana, não me deixando sentir o peixe do lado do lado de lá do vidro.
Existe gente grande na cidade pequena, sem paradoxos.
E o tempo de descanso vira tempo de reflexão.
E a suposta calmaria se transforma em confusão mental.
O que não era tão bom se transforma no melhor de hoje em dia.
Tendendo a voltar a ser o que era antes e o que é bom, mas nem tanto, pode ser o melhor de depois de amanhã.
Se ficar o bicho come...
As (in)decisões tendem para a zona de conforto.
Entre parábolas, devaneios e notas mentais.

Eu vou, mas eu volto.