26 de junho de 2008



Ando um pouco impaciente.
Sentimenstalismo alheio me estressa.
Estou dispensando qualquer forma barata de conquista, qualquer tentativa infundamentada de aproximação.
'Será preciso ficar só...'

Talvez minha inspiração volte com o sol...

Eu vou mas eu volto.

16 de junho de 2008

A pior coisa que já vi na minha vida... logo eu, que me orgulhava por não me espantar com quase nada.
Putaqueospariu!
Crica no 'play' e chora...
hahaha




Eu vou mas eu volto

7 de junho de 2008



Sempre percebemos as mudanças ao longo da vida...
As físicas, quando já não corremos um quarteirão inteiro e ainda mantemos a mesma velocidade, as mudanças nas escolhas, quando os feinhos de outra época já nos são interessantes, inteligentes, atraentes... rs
Hoje eu posso olhar pra trás e ver como eu mudei nesses anos.

É nítido!
É absuro!
É engraçado!

Não tenho a intenção de que todos saibam, prefiro ser vista como sempre fui.
Cada um que taxe ao seu modo, de boba a ingênua, de legal a inteligente (será que alguém pensou isso um dia? rs), de boazinha (aff) a vingativa.
Minha mudança não tem nome, não tem forma, não tem comparação.
Foi uma mudança grande, lenta e dolorida (a dramaticidade eu não mudei!), e eu gosto disso.
Faço tudo que fazia aos 19, aos 20, aos 22... e agora, 10 anos depois (ai, que medo) acho tudo tão simples e fácil quanto antes.
Os problemas já não são tão grandes, ou são pelo menos contornáveis.
As grandes tragédias têm uma pitada de bom humor e os amores são vistos como parte integrante, e não dependente.
Olho pra trás, me arrependo de pouco (seria hipocrisia dizer que não há arrependimentos) e me orgulho de muito.

Ao mesmo tempo que penso que poderia ter sido sempre assim, não posso deixar de pensar que tudo fez parte.
Cada choro, cada raiva assim como cada riso e cada história.
É a vida que a gente leva... tudo que a gente leva da vida!!

Eu vou mas eu volto.

1 de junho de 2008

O mundo está sofrendo com a normose.
A humanidade esteve diante das mais diversas pestes e doenças, mas creio que nenhuma foi tão sutil quanto a normose.
Este foi o termo criado por Jean Yves Leloup
define, não uma nova moléstia física, mas um tipo de comportamento moderno intensamente destrutivo.
Normose seria a doença que faz com que o indivíduo aceite comportamentos nocivos ou aja em um plano ilusório de uma maneira normal.
Todo mundo se acostuma tanto com determinada situação que nem pensa em questioná-la.
Ela passa a fazer parte do cotidiano, mesmo trazendo prejuízos significativos.

É a vida 'normal'

Normose é assistir a escândalos políticos como corrupção e desvios de recursos de uma maneira normal.
Normose é a impunidade, seja para grandes crimes, desvios de caráter ou filhadaputices em geral.
Ao invés de curar o mal pela raiz, a gente aprende simplesmente desviar do problema.

Praga é pouco.
Uma ode ao comodismo!
Num mundo de superficialidades, ficou fácil assimilar referências vazias e sem sentido.
A normose banaliza o sentimento, as pessoas trocam a intimidade e espontaneidade por indiferença e promiscuidade.

"Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.
Melhor se preocupar em ser você mesmo.
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa...
...a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Principalmente mais felizes... "
Martha Medeiros

As pessoas que a gente mais admira não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula.
O normal de cada um tem que ser original, não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.

Os verdadeiros normais não colocam máscaras ou simulam situações.
Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque têm vontade de sorrir!
Por isso, faço meu pedido...

Não sejamos normais!!

Autenticidade é tudo e gente normal cansa!

Eu vou mas eu volto.