11 de março de 2010



Aprendi em casa, que devia falar somente o que ia fazer.

Se eu falasse que ia chegar as duas horas, tudo bem, desde que chegasse as duas horas.
Se chegasse duas e cinco a casa caía.

Mas só cinco minutos?

O problema não eram os cinco minutos. Poderiam ser dois ou até mesmo um.
Não entendia as broncas homéricas por tão pouco.

Eu podia falar que chegaria as três, me preparar pra chegar as duas e ainda ter uns minutos a mais na esbórnia festeenha.

O problema, que hoje entendo, agradeço e me irrito é a palavra.
Cumpro com a minha. Se tô saindo, tô saindo...

Se tô tentando, tô tentando... embora seja foda conviver com quem não é assim, rs.

Eu vou mas eu volto.

8 de março de 2010

Mulhé mulhé mulhé, mulhé mulhé, mulhé mulhééééééééé...



Não consegui pensar em outra música.

Sobre o dia internacional da mulher, nunca fui disso mesmo e acho um machismo tremendo, logo eu que tenho fortes tendências machistas.

Mas, esse ano, confesso que estou mais mulherzinha que antes, até penso na possibilidade de ouvir um elogiozinho pelo 'meu dia' e sorrir, brejeiramente, sem querer matar ou me inflar de ódio.

Mas botão de rosa não!

A maternidade, o casamento, a maturidade (hãã???) (é, nem tudo aconteceu na ordem na minha vida, rs) me fizeram mudar bastante.

Ainda não me vejo como mulheeeerrrrrrr, não tenho trejeitos super femininos e não sei sentar com as pernas pra baixo, mas dou conta da casa, da filhota, sei andar de salto, até corro, acredita?, sei me maquiar, sei gritar falando baixo e sei me impor, o que julgo fundamental.

Tô chegando lá...

Eu vou mas eu volto