23 de junho de 2014


8 meses. Longos meses.
Quase um filho. 
Quase um parto.
Tempo de mudança, de reflexão forçada. de vida corrida, de altos, de baixos, de idas e vindas.
Fechei a conta, passei a régua, abri um negócio, matei uma parceria.
Perdi uma amizade, ganhei um batalhão!
Entrei pra academia, perdi uns quilos. 
Entrei pra yoga, ganhei um pulmão. 

Resenha pronta.
Eu volto com os detalhes...


2 de outubro de 2013

Pra ler ouvindo, mas sem dramas, por favor.



Então eu volto aqui e lembro que há meses atrás eu iniciava um projeto.
Deu tããão certo, que eu nem lembro qual era.
E a vida deu tantas voltas quanto um filme amador de baixo orçamento.
Juro, queria estar juntando os cacos.
Seria tão mais fácil, já que estou fazendo o caminho inverso.

Mas nada que dure uma vida inteira.
Assim como o arco iris vem depois da chuva.
Assim como ninguém morre de amor...
Bem blasé, rs

Tô seguindo, tentando tornar o amor real, se é que isso existe.


Eu vou mas eu volto.



23 de maio de 2013


Novos projetos são sempre bem vindos.
Então, me entrego sem medo.
Receio, talvez...
Tenho um grande problema com meu ego, outro grande problema com meu signo e um outro maior ainda com meu temperamento, mas nada como o tempo pra amenizar os problemas.
A terceira lei da espiritualidade, ensinada na Índia, diz 'toda vez que você iniciar, é o momento certo'.
E assim sigo acreditando, independente de ego, de horóscopo e temperamento

Foco no novo projeto, lembrando que ainda é projeto.
Tenho tempo pra ele e pro resto, antes que me consuma por completo.
Usando e abusando do meio termo e os pés no chão.
Agora vai!

Eu vou mas eu volto.

15 de março de 2013


Como algumas pessoas conseguem não fazer falta!
Impressionante.
Num dia, eles são bem legais,  mas vão se mostrando e mostrando... não adianta, essência ninguém esconde por muito tempo.
De um passado não tão distante, algumas pessoas que pareciam não fazer falta, hoje fazem.
Admito que errei, fui melindrosa demais, que não era pra tanto.
Mas a regra, se aplica somente ao passado não tão distante.
Mostrou o chocalho hoje, foi pro final da fila (cobras, já bastam as de estimação, que não podem ser deletadas, lembrando, claro, que com essas já sei lidar)
Mas isso serviu pros meus parâmetros atuais.
Certos?
Vou saber, um dia.
Hoje são funcionais.


Eu vou, mas eu volto.

7 de março de 2013


Saudade dos blogs de 2004.
2005, 2006...
Mas foi em 2004 onde tudo começou.
Onde descobri um universo de palavras, de diários virtuais a poesias e de críticas e autocríticas a questionamentos que poderiam mudar o mundo.
Pessoas revolucionárias, talvez, sem saber,
Escritores sem leitores fiéis, mas de registros certos.
Acompanhei, senti e me alimentei de universos tão diferentes do meu.
Tomei gosto pela escrita de forma simples, sem me preocupar com regras ou críticas.
Fiz amigos e fiz um amor pra vida inteira.
Tudo era rápido, intenso, extremista e democrático.
Mas o a la carte dos blogs perdeu espaço pro fast food das redes sociais.
Os textos bem escritos (ou seriam bem interpretados?) se transformaram em tópicos - mais interpretação, menos opinião.
Tento acompanhar, mas sou saudosista.
Antiquada.
Prefiro a modernidade de 8 anos atrás.

Eu vou mas eu volto.

1 de fevereiro de 2013


Quem fica, sente saudade do todo, quem vai, das pequenas partes...
Quem fica vê o presente. Acredita, torce, acontece.
Quem vai, se contenta com os gerúndios. Acreditando, torcendo, acontecendo.
Lentamente.
Hoje, não me lembro bem como é ficar. 
Esqueci em algum livro, gaveta ou esquina.
Hoje eu sou quem foi.
Quem deixou o presente pra trás e mergulhou no gerúndio acreditando - redundantemente - em dias melhores.
Que vieram.
Que se foram.
Que virão.
Amanhã? Talvez, futuro. 
Dias melhores, visão de quem ficou.

[pra ler com voz de locutor de tv dando nota no carnaval]

Queeesito confusão mental - noooooota DEEEZ!!

Eu vou, mas eu volto.

29 de janeiro de 2013


Tudo tão perto e tão distante.
Está alí, mas os braços não conseguem alcançar.
Não adianta pôr a culpa em Saturno, que não tolera sentimentalismos, tem que ter coragem pra ser sentimental.
Nota mental - não esquecer a estratégia!
Estratégia entre tragédias, próximas e pessoais... taí uma coisa difícil.
Então, relembro Saturno, que não não tolera o medo e a insegurança.
Seu Saturno, tá foda, viu?
Mas eu vou te entender, e vou me explicar pra você.
Vamos fazer as pazes e esperar tudo dar certo.
Que os excessos sejam doces, que o trabalho seja abundante, que a dispersão se disperse.

Eu vou, mas eu volto.

2013, o ano de Saturno.

20 de dezembro de 2012

 

Mais um fim do mundo!
Fim do mundo com cara diferente, fim do mundo cheio de planos pro ano que vem.
Vai ter apagão?
Vai ter ventania?
Vai ter ressaca do mar?
Vou ficar sem internet?
Vou conseguir falar com a minha mãe?
Não sei... Mas volto aqui pra contar.

Um bom fim do mundo a todos e um ótimo recomeço.
Porque na primeira chance, a gente sempre erra.

Aproveitemos a oportunidade!

Eu vou, mas eu volto.

20 de outubro de 2012


A ingenuidade tem um preço alto.
Já me ferrei muito por ser ingênua.

Uma palavra que não gosto, prefiro tonta.

Associo ingênua a menina branquela, magrela e bv.
Não que magrelas e branquelas não sejam lindas, são - quem dera eu ser magrela e branquela.
Mas as magrelas e branquelas nesse caso, são aquelas que continuam bv por falta de opção, em primeiro lugar e covardia, logo em seguida.
Voltando a ingenuidade tontice...
Uma pessoa tonta não percebe aquela coisa óbvia que, quando percebe, não acredita que não percebeu.
Aaaaargh! ódio infinito de si.
Uma pessoa tonta não vê maldade nos comentários e não entende farpas, até que se encontra no meio delas, geralmente jogada pela malícia.
Ao contrário da magrela e branquela, a malícia é a menina corada e gostosona.
Entende todas as sacadas, cantadas, jogadas e rodadas.
Está sempre bonita na foto, nunca aparece descabelada, não dá gafe, não tem bafo, não ri fora da piada, não chora de soluçar, acorda linda, nunca tropeça e não bate na quina com o dedinho do pé.

Geralmente a corada gostosona tem por hábito se desfazer da magrela branquela.
Seja por motivo considerável ou torpe.
Ela manipula, articula, sai pela tangente e acredita que se deu bem no final.

Ela acha que sabe da vida não somente por viver.
Ela sabe, porque é corada e gostosona, mesmo sem de nada saber.

Aí eu fico pensando... vale a pena passar os dias a pensar que passou?
Vale a pena sair bonita na foto mas não chorar quando se tem vontade?
Vale a pena passar pela vida sem saber a dor que é arrebentar na quina o dedinho do pé, e depois ter um ataque de riso por isso?

Até que não é tão ruim ser tonta.
Já senti ódio infinito de mim, mas não me desfiz de ninguém, acordei descabelada e ranhenta de tanto chorar  e a vida continuou  bem assim.

A tontice tem um preço alto, mas quando a gente se dispõe a pagar e escolhe ser feliz... não há dinheiro que a compre.

Eu vou mas eu volto.

12 de outubro de 2012



Então, eu relembro que eu sou muito mais querida que me sinto.
Eu tenho amigos bacanas, que também falam bacana, não me deixando sentir o peixe do lado do lado de lá do vidro.
Existe gente grande na cidade pequena, sem paradoxos.
E o tempo de descanso vira tempo de reflexão.
E a suposta calmaria se transforma em confusão mental.
O que não era tão bom se transforma no melhor de hoje em dia.
Tendendo a voltar a ser o que era antes e o que é bom, mas nem tanto, pode ser o melhor de depois de amanhã.
Se ficar o bicho come...
As (in)decisões tendem para a zona de conforto.
Entre parábolas, devaneios e notas mentais.

Eu vou, mas eu volto.

19 de setembro de 2012




Já é quase primavera...

E a casa ainda não está do jeito que um dia foi sonhada.
Os criados mudos, que tanto fiz questão de pintar, estão lá, sem tinta.
Nos porta retratos da parede do hall de entrada, falta uma foto.
A iluminação indireta anda tão indireta que a gente só acende a luz principal da sala.
Tem lá, uns passarinhos na parede e um quadro pintado por mim.
Passarinhos também na varanda, que vieram conhecer o bebedouro na sacada e se sentiram em casa.
Casa em que cachorro é amigo de passarinho.
Frida já não liga pros hóspedes, pois eu explico que são amiguinhos.
Sim, sou amiga de passarinhos e explico coisas ao cachorro.

Ainda falta flor, ainda falta cor, ainda falta alma.

Quem sabe, até a primavera...

Eu vou mas eu volto




6 de setembro de 2012


A dieta vai bem, obrigada.
7 k a menos e menos desespero por comida.
Descobri que o segredo da dieta é ter coisas a mão que se pode beliscar.
Castanhas em geral, maçã desidratada, soja torrada, enfim, tudo coisa delícia, só que ao contrário.

Deixando a dieta de lado, o que temos... uma vida pra cuidar!
Vida essa que não anda fácil.
Minha casa é autosujante.
Isso porque moro em apartamento, sem quintal pra lavar ou a obrigação de pôr lixo na rua.
É só da porta pra dentro, porta essa, que vive fechada, apartamento esse, no quarto andar, onde teoricamente não chegaria tanta poeira.
Quanto mais eu limpo, mais tenho o que limpar.
Não entendo todos os conselheiros de plantão não revelam essa faceta da vida doméstica.
Hoje, se preciso dar um conselho a quem está pensando em casar ou ter a própria casa, faço duas perguntas: nasceu pra fazer serviço de casa?  Tem dinheiro pra pagar uma empregada?
Se as duas respostas forem negativas, volta pra casa da mãe e arruma um emprego melhor.

Se o resumo da ópera fosse casa e dieta, juro que estava em zona de conforto.
Mas, todo o resto fica pra uma outra hora.
Talvez passe até lá, problemas e chateações vem e vão.

Mas a bagunça da casa, fica.
Eu vou lá, arrumar...

mas eu volto.