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A bondade que nunca repreende, não é bondade, é passividade. A paciência que nunca se esgota, não é paciência, é subserviência. A serenidade que nunca se desmanhcha, não é serenidade, é indiferença. A tolerância que nunca replica, não é tolerância, é imbecilidade  Marcos Sales É preciso gritar, mas com inteligencia. Dosar os atos, tentar equilibrar. Não confio em gente alegre demais ou em quem sorri muito antes das 8 da manhã, exceto os apaixonados. Não acredito em vida de comercial de margarina, muito menos em casamento perfeito. Acredito em companheirismo, em parcerias e gestos espontâneos. Não acredito só em palavras. E nas atitudes, a partir da terceira ou quarta... Não me conformo e não sei lidar com o conformismo. Com o mais ou menos. Com o 'você que sabe'. Não suporto vida morna, e não falo aqui de agitos. Preciso de idéias, novidades mesmo que sejam antigas e trocas. Mas tudo que valha a pena. Pelo menos, aos meus olhos. Eu vou mas eu volto.
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Sobre o BBB. Assisto. Gosto. Não faço disso o principal assunto dos meus dias, não deixo de comer ou trabalhar e me divirto com os anti-reality atacando nessa época do ano. Aliás, pseudo intelectuais e revolucionários de sofá, são seres que atacam o ano inteiro, mas em época de BBB, sirenes e giroflex ficam ligados 24 horas. Entra aqui também, a famosa patrulha do politicamente correto... proíbe de fazer piada de negro, mas se diverte com as de judeu ou português. Odeia com todas as forças o 'baba baby' da enjoadinha Kelly Key, que virou totalmente cult na voz da Maria Gadú. Ah, os donos da razão e seus dedos indicadores... Eu não critico quem assiste o canal do boi, a tv senado nem café filosófico. Não sou amante de Chico, mas não o descarto da trilha sonora Não participo de reuniões do partido, mas estou presente e consciente na hora do voto. Não sou menos inteligente, menos culta, fútil ou menos digna de seja lá o que for porque acompanho reality show. Não peço a ninguém que...
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Mais um ano. Vivi coisas que nunca imaginei na vida. Cresci. É o que posso dizer na retrospectiva. Foi fácil não, tudo muito diferente daquilo que estava acostumada a ter fácil, daquilo que era conveniente e confortável. Casa, cidade e emprego novos. Pessoas diferentes e estranhas, e o mais estranho de tudo, é que EU era a estranha pra elas. Sempre fui diferente, mas nunca me senti diferente até então. Tive todos os motivos pra afundar no preconceito, mas acabei passando por ele, do lado de lá, olha que coisa! Eu era a única que gostava de rock, usava roupa 'fora dos padrões', lia livro no horário de almoço, falava o português corretamente, usava gírias que ninguém nunca ouviu falar e era o ser mais sarcástico, num mundo que, até então, não se conhecia o sarcasmo. Isso, entre tantas outras coisas, muito mais significantes. Me acostumei com eles (embora existam algumas coisas, que eu não posso, não quero e nunca vou me acostumar na vida) e eles ainda estão se acostumando comigo....
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O que seria da vida sem os amigos? Que os amigos são a coisa mais importante da vida até as Spice Girls sabiam quando disseram ' If you wanna be my lover, you gotta get with my friends '... vergonha de mim A vida tem sido tão generosa comigo, colocando só gente bacana no meu caminho, meus novos amigos de infância. É claro que os amigos de infância mesmo continuam, moram no coração e de lá nunca sairão. Eles já têm casa própria na vida, digamos assim. O que acontece é que vez ou outra aparecem novas pessoas e você se apega a elas e elas se apegam a você. O início de uma amizade é tipo o início de namoro. Vocês estão tão apaixonados que fazem coisas que não fariam mais por um amigo de anos. Desculpem os antigos, mas nem sempre fazemos os mesmos sacrifícios. Com os amigos antigos, queremos um pouco mais de tempo e/ou sossego. Por exemplo, passamos horas andando no supermercado, sem comprar nada, com um novo amigo de infância, e achamos isso ótimo! (o que, com certeza, vamos achar ...
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Ela comeu minha bota preferida. Três chinelos, duas sandálias, várias revistas, rolos e rolos de papel higiênico. Ela subia na cama, no sofá, andava no box molhado e deixava a casa cheia de marca de patinhas. Ela ocupava a casa inteira, inclusive nossos corações. Hoje a casa tá vazia, o coração também. Mas ela foi feliz, muito feliz, e nos fez mais feliz ainda. Vou sentir falta da minha 'najinha'. Se existe céu de cachorro, ela tá lá, pegando o brinquedo e levando, 549 vezes... coitado de quem tiver jogando, vai cansar. Eu vou mais eu volto.
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Com o tempo, a idade, a preguiça, sei lá... aprendi. Eu já tive medo de gente (gente com o mínimo de sanidade, diga-se de passagem). Medo de grito, xingo, de cara feia, de mentira e até de verdade. Medo de ser reprovada, julgada, medo que me deixassem, que me abandonassem, que me mandassem embora, que não me encontrassem, medo de não ser legal, apesar de todos meus esforços pra ser super política, etc, etc Medo de professor, de encarregado, de chefe, de síndico, de mãe, de sogra, de namorado, de qualquer pessoa que pudesse me olhar atravessado, falar alto, esbravejar ou bufar. Hoje, um olhar feio pode ser raiva ou fome. Um grito, chilique ou desabafo. Uma palavra ácida, frustração ou simples sarcasmo. Um palavra áspera, despeito ou receio. Um olhar torto, indigestão ou estrabismo E assim por diante... Grita, esbraveja, bate na mesa, soca o telefone, quebra copo, chuta o que tá por perto ou esmurra a parede... e eu olho. Não sou de ferro, também aprendi que quem muito abaixa mostra a b...
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Essa semana fui roubada. Dentro do meu trabalho. Bolsa e carteira com tudo dentro. Pra coisa ficar mais animada, levaram meu tênis também. A sensação de vazio é indescritível, chegar em casa, sem dinheiro, sem as chaves, sem documento... Não tem a bolsa pra arrumar antes de dormir, não ter o batom preferido antes de sair pro trabalho, a bolsinha de moedas que livrava o lado na padaria, carregador do celular e mp4. O chaveiro de cabeça de urso (o corpinho se perdeu com o tempo), a bolsinha que eu tinha desde a época da faculdade, o RG com cara de criança ainda... Nada de valor material, mas, ó... parece que o chão saiu debaixo dos pés. Eram minhas coisinhas! Antes de voltar pra casa, foi um tal cancela daqui e dali, boletim de ocorrência, fila no poupa tempo... dia seguinte também. A tristeza veio só a noite, a raiva, ao amanhecer. Não foi sonho, não tinha bolsa, carteira, chaveiro de cabeça de urso nem batom. Vazio assim... Comecei escrever esse post terça feira, um dia depois do roubo...
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Tem dias que eu acordo pra brilhar... Coloco meu vestido longo vermelho, com muito brilho moleton de ficar em casa , meu salto louboutin havaianas , pego meu microfone cravejado de swarovski vassoura , improviso uma barra de pole dance rodo , faço um penteado clássico nos cabelos prendo com uma caneta e faço um show privê pra uma platéia seleta e refinada (Laurinha, minha cachorra). Subo no palco meu sofá e canto I want to break free , acompanhada por Freddie, em seu show no wembley stadium no dvd . Nasci pra fama!!! Eu vou mas eu volto.
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Todo dia, voltando do trabalho, fico pensando em todas as coisas que quero escrever. Abro meu livro duas páginas antes da que parei, pra me certificar daquilo que estava lendo, mas os pensamentos vão longe duas páginas seguinte. O trabalho tem me feito mais forte em todos os sentidos, não esperava, depois de tantos anos, precisar dar respostas firmes, em tons mais altos que os de costume, afim de mostrar que sou segura no que faço e falo. Não que eu goste, mas se faz necessário. Perder o dia porque o colega de trabalho (que ele prefere chamar de funcionário) teve uma idéia melhor ou uma solução diferente e eficaz pro problema? Não dá pra acreditar. Praticamente um cabo de guerra. Não existe coisa pior que nego ignorante, que leva tudo a ferro e fogo e faz disso sua melhor qualidade. Juro que tento entender todo o processo... a infância difícil, a maneira com que foi tratado pelos pais, cada conquista pessoal, profissional, 'olha que beleza, de onde veio e onde chegou!' De que ...
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A farsa nossa de cada dia... Quem nunca inventou uma vida perfeita, onde tudo funciona, todo mundo é bacana e os problemas quase não existem? Não inventei, mas deixei que muitos dos meus acreditassem nisso. Confesso que, de tanto idealizar, quase acreditei que pudesse existir. Quase. Quem quase vive já morreu, diria Drummond. E quem quase acreditou, se fudeu, diria eu. Se hoje eu disser que nem tudo anda bem, os olhares de espanto certamente me condenarão. 'Mas se não vai bem, a culpa é sua!' A culpa que tem que ser sempre de alguém. Por que não pode apenas ter dado errado? Quero discussões sem ganhadores, quero erros sem culpados, quero a vida com problemas. Quero argumentar, tentar acertar e conseguir resolver. Talvez uma nova história ou um novo começo. Como diria sei lá quem, não dá pra mudar o começo, mas dá pra fazer um outro final. Como dizem, não?? Mas será que também fazem? Quem muito fala, pouco faz e pra variar, ando falando demais Ah, vida real... como é que eu troc...