11 de setembro de 2010




Todo dia, voltando do trabalho, fico pensando em todas as coisas que quero escrever.
Abro meu livro duas páginas antes da que parei, pra me certificar daquilo que estava lendo, mas os pensamentos vão longe duas páginas seguinte.

O trabalho tem me feito mais forte em todos os sentidos, não esperava, depois de tantos anos, precisar dar respostas firmes, em tons mais altos que os de costume,
afim de mostrar que sou segura no que faço e falo.
Não que eu goste, mas se faz necessário.

Perder o dia porque o colega de trabalho (que ele prefere chamar de funcionário) teve uma idéia melhor ou uma solução diferente e eficaz pro problema? Não dá pra acreditar.
Praticamente um cabo de guerra.

Não existe coisa pior que nego ignorante, que leva tudo a ferro e fogo e faz disso sua melhor qualidade.
Juro que tento entender todo o processo... a infância difícil, a maneira com que foi tratado pelos pais, cada conquista pessoal, profissional, 'olha que beleza, de onde veio e onde chegou!'
De que adianta chegar, onde quer que seja, se chega pra fazer porra nenhuma?
Quem nasceu pra índio nunca chega a cacique.

Além do filtro solar, amigos, eduquem seus filhos, para que eles saibam perder, quiçá dividir.
Os nãos de casa, com creteza são infinitamente menos doloridos que os nãos da vida.
E aqueles que não sabem ouvir um não, ou não sabem ser comparados ou muito menos perder, vão ser motivo de piada ao fim do expediente.

Se bem que, hoje, agradeço a uma mãe que não deixava o filhinho perder no banco imobiliário quando molecote, pois ele me ensinou peitar alguém e brigar quando estou certa.


Eu vou mas eu volto.

Um comentário:

Iceman disse...

A vida profissional é dura. Mas também tem coisas boas.