8 de agosto de 2010



A farsa nossa de cada dia...
Quem nunca inventou uma vida perfeita, onde tudo funciona, todo mundo é bacana e os problemas quase não existem?
Não inventei, mas deixei que muitos dos meus acreditassem nisso.
Confesso que, de tanto idealizar, quase acreditei que pudesse existir.
Quase.
Quem quase vive já morreu, diria Drummond.
E quem quase acreditou, se fudeu, diria eu.
Se hoje eu disser que nem tudo anda bem, os olhares de espanto certamente me condenarão.
'Mas se não vai bem, a culpa é sua!'
A culpa que tem que ser sempre de alguém.
Por que não pode apenas ter dado errado?
Quero discussões sem ganhadores, quero erros sem culpados, quero a vida com problemas.
Quero argumentar, tentar acertar e conseguir resolver.
Talvez uma nova história ou um novo começo.
Como diria sei lá quem, não dá pra mudar o começo, mas dá pra fazer um outro final.
Como dizem, não??
Mas será que também fazem?
Quem muito fala, pouco faz e pra variar, ando falando demais

Ah, vida real... como é que eu troco de canal?

Eu vou, mas eu volto.

4 comentários:

Bianca Zanatta disse...

Pois bem, menina. Daí comecei a terapia, numa segunda chance dada à experiência - depois de uma primeira vez desastrosa - e ouvi uma coisa inteligente (o lance se chama blablabla cognitivo, mas o nome não importa, o que importa é a ideia): chega dessa coisa de achar que o passado explica tudo e que todos os erros (e até acertos) têm um porquê. Tem coisa que a gente faz sem motivo nenhum, porra. Então os "cognitivos" (será que é assim que se auto-intitulam? Pergunto na próxima sessão!) acreditam no que vem daqui pra frente. O lance deles é o presente, pra preservar/melhorar/transformar o futuro, sem determinismos. Cagou? Ok, cagou, então assimila e bola pra frente. Faz o que tiver que fazer pra consertar. Não se trata de recomeçar do zero, passar borracha ou algo que o valha. Trata-se de acumular experiência e tentar fazer certo, da próxima vez. Vamos tentando, gotinha, vamos tentando... Um beijo grande pra vc.

Édyson . Brandão disse...

" Ah, vida real... como é que eu troco de canal? "

Se tem uma frase pro meu MSN agora, eu já achei. (Tranquila, eu coloco os créditos.)

Engraçado qe eu tou assim mesmo, numa fase de experimentações e erros, muitos erros. To lendo "Veronika decide morrer", coincidentemente, o tema é esse: encarar a realidade. Qual realidade? A minha realidade é próxima a sua? Ou é próxima a de Deus? Ele conhece nossa realidade ou vive na realidade dEle? Como funciona? Não sei.

Só vivendo pra saber.
É.
Sobrou isso.

Vamos lá.

Saudosas saudades.

R.K disse...

é... como diria Cazuza: o nosso amor a gente inventa, pra se distrair e quando acaba a gente pensa, que ele nunca existiu...nao é mais ou menos assim? força aí, tá? e ouça o coração, sempre
beijos

Iceman disse...

Eu costumo fantasiar bastante as coisas. E me frustro porque quase nunca acontece.