12 de novembro de 2010



Com o tempo, a idade, a preguiça, sei lá... aprendi.
Eu já tive medo de gente (gente com o mínimo de sanidade, diga-se de passagem).

Medo de grito, xingo, de cara feia, de mentira e até de verdade.
Medo de ser reprovada, julgada, medo que me deixassem, que me abandonassem, que me mandassem embora, que não me encontrassem, medo de não ser legal, apesar de todos meus esforços pra ser super política, etc, etc
Medo de professor, de encarregado, de chefe, de síndico, de mãe, de sogra, de namorado, de qualquer pessoa que pudesse me olhar atravessado, falar alto, esbravejar ou bufar.

Hoje, um olhar feio pode ser raiva ou fome.
Um grito, chilique ou desabafo.
Uma palavra ácida, frustração ou simples sarcasmo.
Um palavra áspera, despeito ou receio.
Um olhar torto, indigestão ou estrabismo
E assim por diante...

Grita, esbraveja, bate na mesa, soca o telefone, quebra copo, chuta o que tá por perto ou esmurra a parede... e eu olho.
Não sou de ferro, também aprendi que quem muito abaixa mostra a bunda, mas olho.
Espero.
Olho.
Revido, caso necessário.
E não morro.

(ok, mando tomar no c*, salvos casos)

Respeito.

Tento não mostrar indignação (assim, na lata) e entender...
Lição não muito fácil, não a de deixar de sentir medo, e sim, de respeitar, com todos os defeitos, gritos e olhares, mas não impossível.

Vejo como um reflexo.
Quero ser tratada bem, faço o mesmo.
Se me tratam mal... dou uma palinha, assim, de leve.
Só pra criatura ficar esperta (se for capaz, hehe)

Eu vou mas eu volto.

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