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Tenho visto muitas pessoas pedindo menos morte às mulheres. Menos espancamentos, agressões, crueldades. Acho perfeito. Acho lindo tudo isso, de verdade. Mas vocês já perceberam que a morte de uma mulher não se dá só dessa forma? Não é só o marido ou namorado machista que pede pra trocar a saia curta. É o cara que aceita qualquer tipo de roupa, mas que a constrange na frente dos amigos ou familiares. É o cara que a interrompe a cada frase, ou que faz questão de não rir de suas piadas. É o cara que não trai, mas que conta em casa dos amigos que fazem suas companheiras de boba, pra deixar a mulher esperta. É aquele cara que fala o tempo todo que quem não dá assistência, perde pra concorrência. É o cara que só lava a louça pra fazer média, ou pra conseguir com mais facilidade uma noite bacana. O cara que tem uma personalidade na rua, ou nas redes sociais, e outra completamente diferente dentro de casa. O cara que só percebe aquilo que faz falta, que não tem tempo pra nada que não...
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E se eu pudesse dar um conselho, seria esse Simples e complexo Fácil e difícil Involuntário e necessário. Respirar fundo cura Evita Equilibra. Não sei se sento pra recordar ou que passou ou se me apego nos momentos que parei pra respirar. Passou Anda passando, afinal, a vida segue Segue o barco e o fluxo Seguem pulmão e diafragma Subindo e descendo, inflando e esvaziando Paralelo à vida. A pontuação é a respiração da frase, já dizia um famoso alguém A respiração transcende É translúcida e Passa pelo tempo Ela salva, pra quem nela crê. Ela se faz haikai Respira                            Entre a boca e o pulmão                    Cabe um universo.
Então estou aqui. Bato os sapatos pra não trazer a poeira dos últimos acontecimentos e pra tentar resgatar alguma coisa,  sem saber exatamente o que de alguns anos atrás. A Fabiana de 2016,  quase 17,  volta pra dizer que a blogosfera não é mais a mesma. E também pra dizer que a palavra blogosfera caiu em desuso. Ela vem,  como alguém que vem do futuro, dar notícias do passado. Deu tudo certo. Do jeito errado.  Mas certo. Ela ainda sabe escrever em terceira pessoa e continua não se importando se alguém vai ler. Ela sempre associou imagens às palavras. Mas as palavras,  são presentes pro futuro,  e as imagens,  somente um agrado pros olhos Presente pro o futuro... Irônico, não? Não. Esse post não tem imagem, os olhos estão fechados. Então segue o baile, em braile Como a Valsa,  de Casimiro de Abreu. Não negues Não mintas ...
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8 meses. Longos meses. Quase um filho.  Quase um parto. Tempo de mudança, de reflexão forçada. de vida corrida, de altos, de baixos, de idas e vindas. Fechei a conta, passei a régua, abri um negócio, matei uma parceria. Perdi uma amizade, ganhei um batalhão! Entrei pra academia, perdi uns quilos.  Entrei pra yoga, ganhei um pulmão.  Resenha pronta. Eu volto com os detalhes...
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Pra ler ouvindo, mas sem dramas, por favor. Então eu volto aqui e lembro que há meses atrás eu iniciava um projeto. Deu tããão certo, que eu nem lembro qual era. E a vida deu tantas voltas quanto um filme amador de baixo orçamento. Juro, queria estar juntando os cacos. Seria tão mais fácil, já que estou fazendo o caminho inverso. Mas nada que dure uma vida inteira. Assim como o arco iris vem depois da chuva. Assim como ninguém morre de amor... Bem blasé, rs Tô seguindo, tentando tornar o amor real, se é que isso existe. Eu vou mas eu volto.
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Novos projetos são sempre bem vindos. Então, me entrego sem medo. Receio, talvez... Tenho um grande problema com meu ego, outro grande problema com meu signo e um outro maior ainda com meu temperamento, mas nada como o tempo pra amenizar os problemas. A terceira lei da espiritualidade, ensinada na Índia, diz 'toda vez que você iniciar, é o momento cert o'. E assim sigo acreditando, independente de ego, de horóscopo e temperamento Foco no novo projeto, lembrando que ainda é projeto. Tenho tempo pra ele e pro resto, antes que me consuma por completo. Usando e abusando do meio termo e os pés no chão. Agora vai! Eu vou mas eu volto.
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Saudade dos blogs de 2004. 2005, 2006... Mas foi em 2004 onde tudo começou. Onde descobri um universo de palavras, de diários virtuais a poesias e de críticas e autocríticas a questionamentos que poderiam mudar o mundo. Pessoas revolucionárias, talvez, sem saber, Escritores sem leitores fiéis, mas de registros certos. Acompanhei, senti e me alimentei de universos tão diferentes do meu. Tomei gosto pela escrita de forma simples, sem me preocupar com regras ou críticas. Fiz amigos e fiz um amor pra vida inteira. Tudo era rápido, intenso, extremista e democrático. Mas o a la carte dos blogs perdeu espaço pro fast food das redes sociais. Os textos bem escritos (ou seriam bem interpretados?) se transformaram em tópicos - mais interpretação, menos opinião. Tento acompanhar, mas sou saudosista. Antiquada. Prefiro a modernidade de 8 anos atrás. Eu vou mas eu volto.
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Quem fica, sente saudade do todo, quem vai, das pequenas partes... Quem fica vê o presente. Acredita, torce, acontece. Quem vai, se contenta com os gerúndios. Acreditando, torcendo, acontecendo. Lentamente. Hoje, não me lembro bem como é ficar.  Esqueci em algum livro, gaveta ou esquina. Hoje eu sou quem foi. Quem deixou o presente pra trás e mergulhou no gerúndio acreditando - redundantemente - em dias melhores. Que vieram. Que se foram. Que virão. Amanhã? Talvez, futuro.  Dias melhores, visão de quem ficou. Eu vou, mas eu volto.
Tudo tão perto e tão distante. Está alí, mas os braços não conseguem alcançar. Não adianta pôr a culpa em Saturno, que não tolera sentimentalismos, tem que ter coragem pra ser sentimental. Nota mental - não esquecer a estratégia! Estratégia entre tragédias, próximas e pessoais... taí uma coisa difícil. Então, relembro Saturno, que não não tolera o medo e a insegurança. Ah, sr Saturno... Mas eu vou te entender, e vou me explicar pra você. Se me cobra, eu acato. Não sou tão fácil assim, mas entendo. O tal do manda quem pode e obedece quem tem juízo. Vamos fazer as pazes e esperar tudo dar certo. Que os excessos sejam doces, que o trabalho seja abundante, que a dispersão se disperse. Eu vou, mas eu volto.
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  Mais um fim do mundo! Fim do mundo com cara diferente, fim do mundo cheio de planos pro ano que vem. Vai ter apagão? Vai ter ventania? Vai ter ressaca do mar? Vou ficar sem internet? Vou conseguir falar com a minha mãe? Não sei... Mas volto aqui pra contar. Um bom fim do mundo a todos e um ótimo recomeço. Porque na primeira chance, a gente sempre erra. Aproveitemos a oportunidade! Eu vou, mas eu volto.