Saudade dos blogs de 2004. 2005, 2006... Mas foi em 2004 onde tudo começou. Onde descobri um universo de palavras, de diários virtuais a poesias e de críticas e autocríticas a questionamentos que poderiam mudar o mundo. Pessoas revolucionárias, talvez, sem saber, Escritores sem leitores fiéis, mas de registros certos. Acompanhei, senti e me alimentei de universos tão diferentes do meu. Tomei gosto pela escrita de forma simples, sem me preocupar com regras ou críticas. Fiz amigos e fiz um amor pra vida inteira. Tudo era rápido, intenso, extremista e democrático. Mas o a la carte dos blogs perdeu espaço pro fast food das redes sociais. Os textos bem escritos (ou seriam bem interpretados?) se transformaram em tópicos - mais interpretação, menos opinião. Tento acompanhar, mas sou saudosista. Antiquada. Prefiro a modernidade de 8 anos atrás. Eu vou mas eu volto.
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Quem fica, sente saudade do todo, quem vai, das pequenas partes... Quem fica vê o presente. Acredita, torce, acontece. Quem vai, se contenta com os gerúndios. Acreditando, torcendo, acontecendo. Lentamente. Hoje, não me lembro bem como é ficar. Esqueci em algum livro, gaveta ou esquina. Hoje eu sou quem foi. Quem deixou o presente pra trás e mergulhou no gerúndio acreditando - redundantemente - em dias melhores. Que vieram. Que se foram. Que virão. Amanhã? Talvez, futuro. Dias melhores, visão de quem ficou. Eu vou, mas eu volto.
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Tudo tão perto e tão distante. Está alí, mas os braços não conseguem alcançar. Não adianta pôr a culpa em Saturno, que não tolera sentimentalismos, tem que ter coragem pra ser sentimental. Nota mental - não esquecer a estratégia! Estratégia entre tragédias, próximas e pessoais... taí uma coisa difícil. Então, relembro Saturno, que não não tolera o medo e a insegurança. Ah, sr Saturno... Mas eu vou te entender, e vou me explicar pra você. Se me cobra, eu acato. Não sou tão fácil assim, mas entendo. O tal do manda quem pode e obedece quem tem juízo. Vamos fazer as pazes e esperar tudo dar certo. Que os excessos sejam doces, que o trabalho seja abundante, que a dispersão se disperse. Eu vou, mas eu volto.
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Mais um fim do mundo! Fim do mundo com cara diferente, fim do mundo cheio de planos pro ano que vem. Vai ter apagão? Vai ter ventania? Vai ter ressaca do mar? Vou ficar sem internet? Vou conseguir falar com a minha mãe? Não sei... Mas volto aqui pra contar. Um bom fim do mundo a todos e um ótimo recomeço. Porque na primeira chance, a gente sempre erra. Aproveitemos a oportunidade! Eu vou, mas eu volto.
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A ingenuidade tem um preço alto. Já me ferrei muito por ser ingênua. Uma palavra que não gosto, prefiro tonta. Associo ingênua a menina branquela, magrela e bv. Não que magrelas e branquelas não sejam lindas, são - quem dera eu ser magrela e branquela. Mas as magrelas e branquelas nesse caso, são aquelas que continuam bv por falta de opção, em primeiro lugar e covardia, logo em seguida. Voltando a ingenuidade tontice... Uma pessoa tonta não percebe aquela coisa óbvia que, quando percebe, não acredita que não percebeu. Aaaaargh! ódio infinito de si. Uma pessoa tonta não vê maldade nos comentários e não entende farpas, até que se encontra no meio delas, geralmente jogada pela malícia. Ao contrário da magrela e branquela, a malícia é a menina corada e gostosona. Entende todas as sacadas, cantadas, jogadas e rodadas. Está sempre bonita na foto, nunca aparece descabelada, não dá gafe, não tem bafo, não ri fora da piada, não chora de soluçar, acorda linda, nunca ...
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Então, eu relembro que eu sou muito mais querida que me sinto. Eu tenho amigos bacanas, que também falam bacana, não me deixando sentir o peixe do lado do lado de lá do vidro. Existe gente grande na cidade pequena, sem paradoxos. E o tempo de descanso vira tempo de reflexão. E a suposta calmaria se transforma em confusão mental. O que não era tão bom se transforma no melhor de hoje em dia. Tendendo a voltar a ser o que era antes e o que é bom, mas nem tanto, pode ser o melhor de depois de amanhã. Se ficar o bicho come... As (in)decisões tendem para a zona de conforto. Entre parábolas, devaneios e notas mentais. Eu vou, mas eu volto.
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Já é quase primavera... E a casa ainda não está do jeito que um dia foi sonhada. Os criados mudos, que tanto fiz questão de pintar, estão lá, sem tinta. Nos porta retratos da parede do hall de entrada, falta uma foto. A iluminação indireta anda tão indireta que a gente só acende a luz principal da sala. Tem lá, uns passarinhos na parede e um quadro pintado por mim. Passarinhos também na varanda, que vieram conhecer o bebedouro na sacada e se sentiram em casa. Casa em que cachorro é amigo de passarinho. Frida já não liga pros hóspedes, pois eu explico que são amiguinhos. Sim, sou amiga de passarinhos e explico coisas ao cachorro. Ainda falta flor, ainda falta cor, ainda falta alma. Quem sabe, até a primavera... Eu vou mas eu volto
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A dieta vai bem, obrigada. 7 k a menos e menos desespero por comida. Descobri que o segredo da dieta é ter coisas a mão que se pode beliscar. Castanhas em geral, maçã desidratada, soja torrada, enfim, tudo coisa delícia, só que ao contrário. Deixando a dieta de lado, o que temos... uma vida pra cuidar! Vida essa que não anda fácil. Minha casa é autosujante. Isso porque moro em apartamento, sem quintal pra lavar ou a obrigação de pôr lixo na rua. É só da porta pra dentro, porta essa, que vive fechada, apartamento esse, no quarto andar, onde teoricamente não chegaria tanta poeira. Quanto mais eu limpo, mais tenho o que limpar. Não entendo todos os conselheiros de plantão não revelam essa faceta da vida doméstica. Hoje, se preciso dar um conselho a quem está pensando em casar ou ter a própria casa, faço duas perguntas: nasceu pra fazer serviço de casa? Tem dinheiro pra pagar uma empregada? Se as duas respostas forem negativas, volta pra casa da mãe e arruma um em...
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Então, já perdeu quantos quilos? Talvez eu seja uma das poucas pessoas (gordas) que não saiba o próprio peso. Pelo menos não caio no ridículo de falar peso a menos - vide aquelas mocinhas que ficam nos 40 por uns 5 aniversários. Peso bom pra mim, é aquele que cabe no jeans preferido. É aquele que a minha aliança sai do dedo. Simples assim. E assim eu sigo no 12° dia da dieta antissocial, de acordo com o novo acordo ortográfico. Fui a festinha de criança e resisti a bolinha de queijo. Fui pro boteco e tomei suco de melão sem açúcar - ainda bem que o garçom não era conhecido. As saidinhas andam limitadas, os olhares andam atravessados. Pode atravessar. Pode olhar. Pode criticar. O que me importa, é ficar leeenda na calça jeans! Eu vou, mas eu volto.
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O tiozin aí da foto, é o tal de seu Dukan. Ele inventou uma dieta que deu certo. Dizem. Eu, do lado de cá do monitor, sou a gordinha. Aquela, que não percebeu o processo e acordou no meio do pesadelo que só conseguia usar legging. Nem tanto. Então, já que ele fez esse favor ao lado obeso da força, vou contribuir com meu esforço, pra futuramente, ser mais uma chata proteica, que fica levando lancheira pro trabalho. Minha meta? Cantar 'Baba Baby' pra sociedade! (na versão gorda, obviamente, porque o 'muito nova pra você' ficou num passado distante) Ainda não sei se vou postar cardapinhos ou receitinhas... talvez uma foto da minha lancheira nova. #PARTIUDUKAO é nóis, tiozin... vamo que vamo!! Eu vou, mas eu volto.