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Ando introspectiva. A princípio, achei que as pessoas estavam se afastando, mas hoje vejo uma luzinha no fim do tunel, piscando pra mim, tentando dizer que quem está se afastando sou eu. Ando reavaliando muito coisa, e tem hora que parece que eu vou até conseguir deixar de ser besta. Já não abriria meu coração pra quem me sacaneou, já não compraria presente pra quem sabia e nem ligou no meu aniversário. Estou fazendo às vezes de minha treinadora, no canto do ringue, dando tapa na cara e dizendo 'vamos reverter a situação!' Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. Não acredito que essência perca-se assim. Sei que preciso parar de cultivar pequenos hábitos, como remoer algumas frases ouvidas e procurar sentido para outras. Frases são apenas frases, quando ditas sem sentimento. Aliás, sentimento é o que pesa nesses momentos de introspecção. E dramaticidade, afinal de contas, é minha especialidade. Eu vou mas eu volto.
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* post editado Nas andanças 'pelaí', li um texto bem bacana, que não entendo como demorei tanto pra encontrar. Copiei, colei e passei o dia pensando o quanto não gosto desse tal de crtl+C/ctrl+V. A quem possa interessar, basta dar uma googleada : 'quero viver despenteada' Texto daqueles, que eu queria ter escrito... Não escrevi, mas aprendi, a um certo custo, a diferença entre viver descabelada e despenteada, rs. Vivo a segunda opção. Eu vou mas eu volto, feliz da vida... * Eu, despenteada na foto
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Ela o conheceu e se encantou. Seu riso fácil, sua animação, vontade de sair, viver, dançar e se divertir eram totalmente diferentes do que ela tinha em seu relacionamento. Um relacionamento estável, sólido, de anos. Muito amor e pouca aventura. Zero de aventura. Menos um de aventura. "todo dia ela faz tudo sempre igual, me acorda as seis horas da manhã..." Ela não pecou por se apaixonar, sonhar, querer aquilo pra sua vida. Ele? Eu não sei o que ele quis ou o que viu. Se entregou a uma amizade sincera, talvez. Uma pessoa verdadeira, objetiva e um pouco dissimulada, o que a tornou atraente, aos olhos de um bom observador. "todo dia ela diz que é pra eu me cuidar, essas coisas que diz toda mulher..." Perderam o controle, a razão, o tino. Mas a convivência não os deixavam em paz. "todo dia eu só penso em poder parar, meio-dia eu só penso em dizer não..." Aconteceu. Tornaram-se mais que amigos fazendo dos seus, amigos também. Chá da tarde, almoço de domingo, pa...
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Cansaço daqueles, de fim de ano, quando as férias estão prestes a começar. Preciso de 18 horas seguidas de sono, cama quente, silêncio, escuridão, uma caixa de sibutramina, roupas de verão e um pouco de paciência. Ok, sei que não está 'na ordem', mas eu também não ando em ordem... pra falar a verdade. Fim de semana foi de comemoração. Casamento da melhor amiga, que não convidou outra melhor amiga. Situação constrangedora, todas as amigas e uma grande amiga faltando. Não deixou de ser amiga, mas com certeza, repensou suas atitudes. Namorados vão e vem... alguns ficam, mas esses, se tornam amigos. Fica a dica. Vou ali, ver se acho alguma coisa que perdi, mas eu volto...
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Eu tenho uma data. Demorou, foi difícil, mas agora eu já sei o dia e a hora. 30 de outubro de 2009 às 17:00h... Em outros tempos, seria o fim sair do trabalho, deixar o que gosto, dar baixa na carteira, fazer exame demissional e todas as outras burocracias. Mas nessa ocasião, está sendo um meio, consequência de um começo bacana, em que eu soube cultivar o que gostaria de colher. Faltam 44 dias, que serão de muitas reflexões. Eu vou mas eu volto, pra concluir esses pensamentos.
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O tempo passou, mas agora no final resolveu parar. Um mês pra minha mudança, o frio na barriga é inevitável, tanta coisa pra fazer e nada ao mesmo tempo. Talvez eu perceba pouco tempo antes de ir, na hora de escolher as roupas que vou levar primeiro ou na hora da festa de despedida (ou de chegada). Não vamos mais pedir pizza todos os dias e passar o dia comendo bobagens deitados em frente à TV, agora não vai ser mais fim de semana e vai ser a minha et casa telefone . Ansiosa pela nova rotina, porém, sem pensar muito no roteiro a ser seguido. Um roteiro pra eu escrever, tarefa das que eu gosto, logo nos primeiros dias. Ele já sabe que eu vou ser encrenqueira, eu já sei que ele vai ser chato e a gente já sabe que vai ser feliz. Socorro... Eu vou mas eu volto.
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Se eu tivesse internet no trabalho, juro que teria medo das possíveis palavras escritas aqui. Vide mensagens na caixa de saída do meu celular 'na próxima encarnação, juro que fico 5 horas na fila da paciência, mesmo que seja pra perder a fila do cabelo liso' 'não preciso entrar na fila do bom humor, pois paciência é tudo que preciso pra aguentar piada sem graça' 'eu poderia ter nascido surda, a merda é que entendo libras' Isso tudo porque o humor tá bom. O trabalho tá bom. Eu também tô gorda boa. Ai, preguiça infinita... Eu vou mas eu volto.
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Acabei de assistir sex and the city (o filme), e no final, me dei conta que hoje é dia do amigo. Me dei conta de quão desesperador é estar sem os amigos. Fiz a coisa mais patética e mais verdadeira que poderia ter feito, e agora tô aqui escrevendo, rindo e chorando e meio com vergonha mas nem ligando pro que qualquer um possa pensar. Uma coisa bem 'maria la del barrio soy', peguei o telefone e nem conseguia ver as teclas direito, hahaha Liguei pra algumas amigas e falei o quanto a as amo e não sei viver sem esse amor. Ok, elas se assustaram, mas acabaram chorando e essa história com certeza vai virar mais uma daquelas contadas em mesa de bar. Amigo é pra isso, né? Eu vou mas eu volto.
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Voltei pra casa (minha casa), depois de tantos dias em casa (nossa casa). Tudo ainda é novo, não arrisco dizer que ainda é gostoso, pois não consigo imaginar que deixe de ser gostoso. Hoje meu dia tá meio vazio, parece que deixei meu coração por lá, assim como outros sentidos... sinto o gosto do chocolate quente antes de dormir, o vapor do banheiro, o friozinho que entra pela porta da cozinha, o barulho dos periquitos pela manhã, o cheiro de casa quando chegamos da rua... Tanta coisa pra contar, novos amigos, novas descobertas, a vida que a gente sempre quis e hoje taí... Mas tudo isso está vindo em forma de suspiro, e não de palavras, como eu queria. Quer saber? Vou aproveitar. Eu vou mas eu volto.
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Tão clichê falar de amor próprio, tão comum, todo mundo sabe o que é e tem um discurso bem bonito na ponta da língua. Todo mundo tem seu dia de baixa estima, mas ser assim o tempo todo cansa. Teoricamente, é pra cansar quem vive nessa situação, mas cansa mesmo quem está por perto. Como é chato ouvir chororô de quem se acha o coitadinho da história. Existe uma diferença entre estar num mal momento e fazer da vida um mal momento. Ai, como eu sofro... De certa forma, é o caminho mais fácil, mais rápido e menos doloroso - exceto quando se põe a cabecita no travesseiro a noite (isso, praqueles que têm consciência) e/ou praqueles que se sentem confortáveis com a situação e não se dão conta de como o mundo lá fora é grande. Sei que é feio julgar, também erro, e muito, e cuido do que é meu, começando pelo meu rabo. Sento nele e fico observando.... Eu vou mas eu volto.