30 de setembro de 2009



Ela o conheceu e se encantou. Seu riso fácil, sua animação, vontade de sair, viver, dançar e se divertir eram totalmente diferentes do que ela tinha em seu relacionamento.
Um relacionamento estável, sólido, de anos.
Muito amor e pouca aventura.
Zero de aventura.
Menos um de aventura.

"todo dia ela faz tudo sempre igual, me acorda as seis horas da manhã..."

Ela não pecou por se apaixonar, sonhar, querer aquilo pra sua vida.

Ele? Eu não sei o que ele quis ou o que viu.
Se entregou a uma amizade sincera, talvez.
Uma pessoa verdadeira, objetiva e um pouco dissimulada, o que a tornou atraente, aos olhos de um bom observador.

"todo dia ela diz que é pra eu me cuidar, essas coisas que diz toda mulher..."

Perderam o controle, a razão, o tino.
Mas a convivência não os deixavam em paz.

"todo dia eu só penso em poder parar, meio-dia eu só penso em dizer não..."

Aconteceu.
Tornaram-se mais que amigos fazendo dos seus, amigos também.
Chá da tarde, almoço de domingo, passeios nos feriados.

"toda noite ela diz pra eu não me afastar, meia noite ela jura eterno amor..."

Os seus, não imaginam essa história.
Não há cabimento, entendimento ou desprendimento que dê indícios.

"e me aperta pra eu quase sufocar, e me morde com a boca de pavor..."

Talvez continuem assim, com suas vidas perfeitas e amenas.
Com seus amigos, passeios e cafés.
Sem imaginar, que o inimigo está dentro de casa.

Texto meu, com a colaboração, quem diria, De Chico chatopracacete Buarque.
História verídica da qual eu não quero saber o final.
Minha vida não é amena, não é perfeita e eu sou feliz por isso.

Eu vou, mas eu volto.

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