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Não vou falar dos acontecimentos desses dias que não escrevi, pois seria sentimentalismo demais pra minha versão 2010. Continuo aproveitando minhas pseudo-férias (meu relógio biológico insiste em acompanhar as férias escolares), sendo prova viva de que a preguiça é um círculo vicioso, e acreditando que o ócio deveria ser por lei, algo produtivo. Estou morando no litoral há 2 meses, e fui um único dia (nublado) a praia, pra caminhar (o que me faz pensar que se um terremoto ou tsunami me atingir, vou me arrepender muito por isso). Minha obsessão por casa limpa está aumenando, e descobri que uma sensação de pavor me invade quando alguma visita senta na minha cama. Tenho me divertido ao ver pessoas que não sabem perder perdendo, e ao ver os donos da razão perdendo o controle sob seus dedos indicadores, que sempre são apontados com tanto afinco pras outras pessoas... Tô assistindo reality show, assumindo que gosto e adoro provocar os intelectuais de plantão (incluam aqui também aqueles dos ...
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Dezembro, correria, dias sem internet, tédio, semana do natal, shopping lotado, casa da minha mãe, minha mãe, minha filha, namorado que não consigo chamar de marido, natal, stress, família, presentinhos, aniversário, amigas, saudades, conversas, histórias, viagem de volta, trânsito, muito trânsito, chuva, mais trânsito, casa... MINHA CASA. Ah, como tudo isso é bom! Eu vou mais eu volto com o balanço de 2009.
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Aaaaah, a vida de casada... Não é nada daquilo que a gente espera. Que coisa, não?? Minha especialidade nunca foi a crítica construtiva, mas pelo meu mau humor exacerbado, posso dizer que é tudo muito bom, sendo assim, a nota é 8.5 com tendência a subir. Alguns acertos são fundamentais, como a escolha no par ou ímpar (modalidade importantíssima de escolhas na vida à dois) de quem vai por o lixo na rua, ou quem vai recolher as roupas no varal sem esquecer a roupa do outro por lá. Mas tudo se acerta depois de uma cara de cachorro que caiu da mudança, daquelas que faz o outro pensar que exagerou. Ou depois de uma comédia romântica, que normalmente ele assiste, super atento, por obrigação, já que foi uma partida ganha no par ou ímpar, e aquele filme de ação que ele tanto esperava ficou na fila (que, provavelmente, ela não vai assisitir com o mesmo entusiasmo, e quiçá, dormirá alegando estar cansada de limpar a enorme casa de quarto/cozinha/banheiro...) Às idas ao supermercado, cercadas por...
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* Mamãe, posso ir? Pode! Quantos passos? 10, de formiga! 10 passos dias... não sei se vão ser longos ou curtos, mas com certeza serão firmes e cheios de esperança e expectativa. A poça d'água vai andar uns 260 kilômetros em direção ao mar... Eu vou mas eu volto. *caminho de casa...
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Ando introspectiva. A princípio, achei que as pessoas estavam se afastando, mas hoje vejo uma luzinha no fim do tunel, piscando pra mim, tentando dizer que quem está se afastando sou eu. Ando reavaliando muito coisa, e tem hora que parece que eu vou até conseguir deixar de ser besta. Já não abriria meu coração pra quem me sacaneou, já não compraria presente pra quem sabia e nem ligou no meu aniversário. Estou fazendo às vezes de minha treinadora, no canto do ringue, dando tapa na cara e dizendo 'vamos reverter a situação!' Nem tanto ao mar, nem tanto a terra. Não acredito que essência perca-se assim. Sei que preciso parar de cultivar pequenos hábitos, como remoer algumas frases ouvidas e procurar sentido para outras. Frases são apenas frases, quando ditas sem sentimento. Aliás, sentimento é o que pesa nesses momentos de introspecção. E dramaticidade, afinal de contas, é minha especialidade. Eu vou mas eu volto.
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* post editado Nas andanças 'pelaí', li um texto bem bacana, que não entendo como demorei tanto pra encontrar. Copiei, colei e passei o dia pensando o quanto não gosto desse tal de crtl+C/ctrl+V. A quem possa interessar, basta dar uma googleada : 'quero viver despenteada' Texto daqueles, que eu queria ter escrito... Não escrevi, mas aprendi, a um certo custo, a diferença entre viver descabelada e despenteada, rs. Vivo a segunda opção. Eu vou mas eu volto, feliz da vida... * Eu, despenteada na foto
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Ela o conheceu e se encantou. Seu riso fácil, sua animação, vontade de sair, viver, dançar e se divertir eram totalmente diferentes do que ela tinha em seu relacionamento. Um relacionamento estável, sólido, de anos. Muito amor e pouca aventura. Zero de aventura. Menos um de aventura. "todo dia ela faz tudo sempre igual, me acorda as seis horas da manhã..." Ela não pecou por se apaixonar, sonhar, querer aquilo pra sua vida. Ele? Eu não sei o que ele quis ou o que viu. Se entregou a uma amizade sincera, talvez. Uma pessoa verdadeira, objetiva e um pouco dissimulada, o que a tornou atraente, aos olhos de um bom observador. "todo dia ela diz que é pra eu me cuidar, essas coisas que diz toda mulher..." Perderam o controle, a razão, o tino. Mas a convivência não os deixavam em paz. "todo dia eu só penso em poder parar, meio-dia eu só penso em dizer não..." Aconteceu. Tornaram-se mais que amigos fazendo dos seus, amigos também. Chá da tarde, almoço de domingo, pa...
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Cansaço daqueles, de fim de ano, quando as férias estão prestes a começar. Preciso de 18 horas seguidas de sono, cama quente, silêncio, escuridão, uma caixa de sibutramina, roupas de verão e um pouco de paciência. Ok, sei que não está 'na ordem', mas eu também não ando em ordem... pra falar a verdade. Fim de semana foi de comemoração. Casamento da melhor amiga, que não convidou outra melhor amiga. Situação constrangedora, todas as amigas e uma grande amiga faltando. Não deixou de ser amiga, mas com certeza, repensou suas atitudes. Namorados vão e vem... alguns ficam, mas esses, se tornam amigos. Fica a dica. Vou ali, ver se acho alguma coisa que perdi, mas eu volto...
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Eu tenho uma data. Demorou, foi difícil, mas agora eu já sei o dia e a hora. 30 de outubro de 2009 às 17:00h... Em outros tempos, seria o fim sair do trabalho, deixar o que gosto, dar baixa na carteira, fazer exame demissional e todas as outras burocracias. Mas nessa ocasião, está sendo um meio, consequência de um começo bacana, em que eu soube cultivar o que gostaria de colher. Faltam 44 dias, que serão de muitas reflexões. Eu vou mas eu volto, pra concluir esses pensamentos.
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O tempo passou, mas agora no final resolveu parar. Um mês pra minha mudança, o frio na barriga é inevitável, tanta coisa pra fazer e nada ao mesmo tempo. Talvez eu perceba pouco tempo antes de ir, na hora de escolher as roupas que vou levar primeiro ou na hora da festa de despedida (ou de chegada). Não vamos mais pedir pizza todos os dias e passar o dia comendo bobagens deitados em frente à TV, agora não vai ser mais fim de semana e vai ser a minha et casa telefone . Ansiosa pela nova rotina, porém, sem pensar muito no roteiro a ser seguido. Um roteiro pra eu escrever, tarefa das que eu gosto, logo nos primeiros dias. Ele já sabe que eu vou ser encrenqueira, eu já sei que ele vai ser chato e a gente já sabe que vai ser feliz. Socorro... Eu vou mas eu volto.