27 de fevereiro de 2012



E então, o que eu mais temia aconteceu.
Não foi o primeiro tombo de bicicleta ou a primeira briga com a melhor amiga.
Não foi a pior nota na escola ou a primeira mentira deslavada.
Também não foi o primeiro amor não correspondido, foi o contrário disso...
O amor que virou desamor, em tão pouco tempo, em tão longo tempo, nas horas incontáveis de sua adolescência.
A dor de um dia que parece não passar, o frio na barriga, suor na mão, disparo no coração.
As borboletas deixam a harmonia de lado e passam a bater suas asas descompassadamento no estômago.
As lágrimas teimosas, a cada música romântica tocada no rádio, a cada cena na televisão, ou até mesmo no livro da prova de português, consegue ser romântico a ponto de ser detestável.
Maldito telefone que toca.
Maldito telefone que não toca.
Malditas benditas pessoas que amam e querem confortar o que não tem conforto.

Acaba o chão, acaba a reação, acaba com o coração.

E o que eu mais temia, agora me consome como há anos atrás, mas só que, com mais intensidade, pois não é só o meu coração que tá doendo.
É o coração que bate fora de mim.

 Por favor, tempo, passa depressa, vai...
Não quero perceber tão devagar assim que meu filhote cresceu.

 Eu vou, mas eu volto.

6 comentários:

JER disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
R.K disse...

amora, vou mais tarde escrever um post pra vc. No face...agora tenho que correr.... mas to com o coração partido aqui.
beijos

Anônimo disse...

Sei que palavra nenhuma conforta esse momento..
Não passei por isso, mas não vai demorar para eu ser a próxima a desabafar.
O tempo vai demorar a passar, ou não.. Essa adolescência, consegue superar as fases, da dor do primeiro amor com mais facilidade do que a gente.
Mãe sente a dor profundamente, como uma lança no peito, a vontade de fazer algo com as próprias mãos.
As lágrimas de dor, são conforto da alma. Chore, lave tudo, supere, proteja, renove as esperanças com a filhota linda que DEUS te abençoou.
Amigos irmãos são para esses momentos também, de apoio, de estender o ombro e pedir uma prece para dar animo de seguir em frente.
Estou aqui, rezando, apoiando, desejando o melhor sempre para vocês.
Beijos, Mara

L.S. Alves disse...

A minha não chegou ainda nessa hora, mas creio que tudo o que odemos fazer é oferecer colo e um ombro amigo. Um abraço e boa sorte pra ela.

Anônimo disse...

Amiga, nem sei o que escrever... Mas desejo imensamente que o coração que bate fora de você, esteja batendo forte, valente e curado, para que o seu coração se aquiete. Bj bj bj

R.K disse...

E aí, como está? ela melhorou?
me conta...
ah, em nº quiosques, qual o n. que vc tá? eu to no 69
bjs