23 de novembro de 2008


Sempre falei muito dos meus grandes amigos.
Amigos que cuidam, que se doam, que esperam, que abusam...
Mas hoje, não quero falar daqueles que são meus amigos.
Quero falar dos que eu sou amiga.
Eu sou uma amiga dedicada, já fui possessiva, ciumenta, hoje, quase nada.
Gosto de ouvir mais que falar, gosto de ajudar e detesto aconselhar.
Tenho mania de proteger, compro briga, passo raiva e não poupo palavras.
Me arrependo mas não mudo.
Faço aquilo que queria que fizessem por mim, mas levo isso a sério demais.
Defendo até onde não posso, acredito até que me provem o contrário.
Não ouse falar mal de amigo meu perto de mim.
Não admito.
Lógico que já me decepcionei, mas com os amigos, apenas guardo o que fiz, sem querer os méritos. Deixo pra trás quem me decepcionou e encerro o assunto.
Gosto de muita gente gratuitamente, gosto de outros por reconhecimento, mas não faço distinção, quando gosto, gosto e pronto.
Respeito demais, admiro e quero muito bem.
Talvez eu precise rever esse conceito de ser amiga.
Faço sem esperar nada em troca - embora acredite, que no fundo, todos queremos alguém como nós.
Seja na amizade, no amor, em família.
Somos as namoradas perfeitas, os filhos perfeitos e os amigos perfeitos.
Namorada e filha, eu sei que estou longe disso, mas amiga, eu tento.
É o mínimo que posso fazer por quem gosto.
Eu, com meus planos mirabolantes... aqueles que nunca saem do papel.
Talvez não saiam por mim, mas se for preciso, por um amigo, pensarei menos vezes.

Mexa comigo e você terá troco, mexa com alguma pessoa que eu amo, que você irá chorar e sofrer pelo resto da sua vida.

(Uma coisa meio Odete Hoitman, totalmente justificável)



Eu vou mas eu volto.

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