7 de junho de 2008



Sempre percebemos as mudanças ao longo da vida...
As físicas, quando já não corremos um quarteirão inteiro e ainda mantemos a mesma velocidade, as mudanças nas escolhas, quando os feinhos de outra época já nos são interessantes, inteligentes, atraentes... rs
Hoje eu posso olhar pra trás e ver como eu mudei nesses anos.

É nítido!
É absuro!
É engraçado!

Não tenho a intenção de que todos saibam, prefiro ser vista como sempre fui.
Cada um que taxe ao seu modo, de boba a ingênua, de legal a inteligente (será que alguém pensou isso um dia? rs), de boazinha (aff) a vingativa.
Minha mudança não tem nome, não tem forma, não tem comparação.
Foi uma mudança grande, lenta e dolorida (a dramaticidade eu não mudei!), e eu gosto disso.
Faço tudo que fazia aos 19, aos 20, aos 22... e agora, 10 anos depois (ai, que medo) acho tudo tão simples e fácil quanto antes.
Os problemas já não são tão grandes, ou são pelo menos contornáveis.
As grandes tragédias têm uma pitada de bom humor e os amores são vistos como parte integrante, e não dependente.
Olho pra trás, me arrependo de pouco (seria hipocrisia dizer que não há arrependimentos) e me orgulho de muito.

Ao mesmo tempo que penso que poderia ter sido sempre assim, não posso deixar de pensar que tudo fez parte.
Cada choro, cada raiva assim como cada riso e cada história.
É a vida que a gente leva... tudo que a gente leva da vida!!

Eu vou mas eu volto.

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