10 de maio de 2008


Ser a ovelha negra da família é algo interessante...
Nunca cheguei em casa bêbada, nunca fiz mais de 3 tatuages por vez, nunca falei palavrão cabeludo em ambiente familiar,
nunca me vesti de preto por inteira ou participei de movimentos anarquistas.
Não apresentei os amigos metaleiros em casa, sempre tentei me sentar como mocinha.
Mas quando você nasce predestinada a ser a ovelha negra da família... não tem jeito.
É uma espécie de karma, uma conspiração antes do nascimento ou algo do tipo.
Se você ri demais, é retardada.
Se chora demais, é dramática.
Tudo é potencializado, criticado e mal entendido.
Sim, continua fazendo parte da família, mas sempre será o alvo dos olhares atravessados.
A eterna irresponsável, mesmo ganhando a própria grana e se virando desde cedo.
Mais ou menos assim...

Ser a ovelha negra da família, depois de um certo tempo, deixa de ser uma condição e passa a ser um estilo de vida.
E não basta querer para ser uma O.N.F., não existe curso preparatório ou técnico.
Cada família tem apenas uma, e se não for você, caso você queira muito, corre o risco de se arriscar ao cargo e tornar um rebelde
sem causa e em casos mais grave um deliquente mal interpretado.

Estou quase me convencendo de que ser uma O.N.F. é uma dádiva!

Eu vou mas eu volto.

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