27 de abril de 2008

Transparências



Sempre fui uma pessoa trasnparente.
Quem me conhece, sabe que basta olhar nos meus olhos, não consigo disfarçar por muito tempo, não consigo segurar o riso ou o choro.
Isso já foi negativo em minha vida, pois era uma pessoa tranparente e frágil.

Quebrava a qualquer batida.
E o mundo desabava... rs

O tempo foi me transformando em um vidro mais rígido.
Vidro comum, estilhaçando em pedaços cortantes, do tamanho da raiva ou dor.
Vidro espelhado, tentando refletir o que vinha das pessoas, na intenção delas entenderem meus motivos.
Vidro termo-acústico, que não deixa passar o som...
Tentei não ouvir ou não desabafar com palavras
Tudo em vão!

Hoje, continuo transparente, a mesma bobona que acreditava, que não escondia, que falava a verdade e se arrependia às vezes... mas que cresceu a cada estilhaço.
Que não deixou a fragilidade e a sutileza dessas transparências e só ganhou com isso.
Deixei de lado o cristal, que quebra só com um grito, e adotei o blindex como estilo de vida.
Forte, por pouco, inquebrável... mas com a mesma transparêcia de sempre!!

Eu vou mas eu volto.

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