30 de abril de 2008

Às vezes custo a acreditar que em pleno ano de 2008 tantas pessoas ainda esperam o tal do príncipe encantado.
Não que eu tenha algo contra o romantismo, mas nos dias atuais, acreditar que a pessoa perfeita vai surgir como
a salvação da nossa vida é fora da realidade.
Tá bom, confesso, já cometi esse erro, mas posso afirmar que tudo ficou bem melhor depois de desacreditar nesse blablablá.
Todos procuram a pessoa certa, mas como diria Veríssimo, existe uma pessoa, que se a gente parar pra pensar, é a pessoa errada!

"A pessoa errada vai ficar um dia sem te procurar que é pra na hora que vocês se encontrarem a entrega ser muito mais verdadeira.
A pessoa errada, é na verdade, aquilo que a gente chama de pessoa certa.
Essa pessoa vai te fazer chorar, mas uma hora depois vai estar enxugando suas lágrimas. Essa pessoa vai tirar seu sono.
Essa pessoa talvez te magoe e depois te encha de mimos se desculpando..."
(ou não).

O príncipe pode até existir, mas de encantado não tem nada.
Uma hora a gente descobre que ele tem defeitos, alguns péssimos.
Ele não nos faz sorrir sempre, não fala apenas palavras de carinho, não nos ajuda a carregar compra, não tá nem aí na hora que escolhemos uma roupa e não nos defende de tudo e de todos.
Tem hora que ele consegue ser bem chatinho e aí que mora a graça.
Ele nos admira exatamente pelo que somos, ele força a barra pra gente crescer, amadurecer, justamente por gostar.

Somos educados com uma visão errada de gostar, amar... quem ama também diz 'não', 'não quero', 'não vou', 'não posso'.
E se amamos, precisamos respeitar.
É recíproco, diferentemente das atitudes.
Não vamos ter nunca aquilo que fazemos, mas precisamos entender nas entrelinhas, o jeito do outro de amar.

O príncipe pode ser sapo, ser gato, ser pato e até cachorro, mas a verdadeira 'realeza' nem sempre está onde queremos ou sonhamos, e sim
nas atitudes que nos conquistam e fazem viver esse sentimento.


Em tempo... vivemos em uma república, o máximo que alguém aqui pode conseguir é um senador, vereador ou em último caso líder de bairro!
Não gostou? Muda pra Dinamarca!

Eu vou mas eu volto.

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