25 de julho de 2006

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Pessoas Apaixonantes


É mesmo impressionante como o comportamento humano pode ser tão contraditório.
Algumas pessoas falam uma coisa quando querem dizer outra, ficam quietas quando deviam desabafar,
desapontam quem gosta, puxam o saco de quem detesta.
E pra complicar, além dos medos e inseguranças que as fazem agir dessa maneira incoerente, existe também na receita um elemento a mais:
uma pitada de paixão.

Aí a vida fica maluca mesmo.

Por exemplo, acredito que todos nós temos um certo comportamento apaixonante.
Ou seja, todos temos naturalmente um certo charme e certas qualidades capazes de atrair uma suposta cara-metade.

Logicamente, dependendo da afinidade de gostos e de uma leve ajuda do destino.
Mas não resta nenhuma dúvida que, ao agir naturalmente, as pessoas se tornam muito mais atraentes.
Sendo espontâneas, são engraçados, divertidas, verdadeiras.

Apaixonantes!

Agora, uma vez atingidas pela tal flecha de Cupido, jogam pela janela todo o charme natural.
Adeus comportamento apaixonante.
Bem vindo comportamento apaixonado.

Esse ato avassalador vai perigosamente levar a dois tipos de atitudes.
Isolar medrosamente de qualquer tipo de contato, se contentando eternamente nas fantasias platônicas.
Ou passar a dedicar toda a existência ao ser amado, transformando num legítimo grude, um tremendo baba-ovo, um chato de galochas.
Digamos que dois comportamentos nada adequados a quem quer conquistar alguém.
Quer maior contradição que essa?

Quando finalmente precisam contar com todas as armas, pronto.
A perna começa a tremer, o peito dispara, as idéias interessantes se evaporam,
as sacadas divertidas desaparecem.
E normalmente se solta um comentário sem sentido.
Quem nunca pensou: Putz, o que é que foi que eu disse??

O legal é que não precisamos ser sempre assim.
Lá no fundo ainda se esconde aquele comportamento realmente apaixonante.
Ele nunca deixa de existir.

A naturalidade e a espontaneidade que mostram verdadeiramente quem a gente é.
Cuidado pra paixão e a ansiedade não esconder as qualidades...
Então, definitivamente, as histórias de amor poderão ser um pouco menos contraditórias...

*já passei por muita situação não apaixonante, nada como o tempo pra mostrar que antes de qualquer amor, é preciso estar apaixonado por si prório, é a tal da história de cuidar do jardim...

Eu vou mas eu volto!

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