5 de março de 2006

Toda história de amor acaba mal

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Toda história de amor acaba mal.
Se acaba bem, é porque não acabou. Ou nem aconteceu.

Não existe possibilidade de um romance acabar bem.
Existe, sim, a mania de esconder sentimentos. A nossa época não suporta a manifestação de dor.
A dor precisa ser cosmética, disfarçada, poucos admitem sentir dor.
Muitos fingem que não sofre.

A falta dói, a saudade dói. A impossibilidade do amor dói mais que tudo nesse mundo.

Por isso, nenhum romance pode acabar bem.

Quando acaba a gente sente raiva do outro porque não deu certo, a gente sente raiva da gente porque não deu certo.

Quem nunca teve uma noite mal dormida, ou uma dor de barriga, mesmo disfarçada por estar sofrendo por amor?

São duas vertentes, as que sofrem, e as que fingem.
Sofrer por amor é brega.
É uma música do Wando, um pagode new generation ou um programa de rádio inteiro daqueles que tocam de madrugada.

Impossível acabar uma história de amor e continuar ao lado da pessoa como amigo,
como se o amor não tivesse dado errado e isso não doesse.

Se a sua história de amor acabou bem, desculpa, mas ela não acabou.

Quando acaba dói mesmo. Dói no fundo da alma. Cada dia menos, mas dói.

Até que um dia passa. E quando passa a gente pode olhar para o outro sem aquela frustração.
A gente pode tentar ser amigo, ter carinho, essas coisas.
Mas isso demora.
Se bem que acredito que não exista amizade verdadeira com alguém que já foi parte integrante da nossa vida, que nos fez mal ou que mal a fizemos.

Quando quebra, é porque não deu certo.

Todos vivemos histórias de amor.
De várias formas, com diferentes intensidades.
Quem diz que nunca viveu também mente.

Porque toda história de amor (mesmo as que têm pouco amor) acabam. Mal.

(minha história de amor vai bem, obrigada, rs)

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